Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 03/09/2021

Durante a Idade Média, mulheres usavam tecidos como absorventes e alguns homens consideravam que a menstruação era algo venenoso. A princípio, no Brasil em pleno século XXI a menstruação é um tabu, a sociedade trata isso como se fosse algo tão incomum e sujo, no entanto, se é comum todos os meses para as mulheres. Porém, não são todas que tem condições para comprar um item básico por haver uma desigualdade de renda na qual impossibilita o acesso, além disso, é um dos motivos por a evasão escolar ser comum em escolas públicas.

A realidade do Brasil é que entre 4 mulheres 1 delas não tem condições de obter um absorvente. De acordo com o vídeo Desigualdade Menstrual, uma escritora visitou o sistema carcerário e se indignou após falar com algumas mulheres, visto que, no presidio elas recebem apenas um kit masculino no qual não incluem absorventes, e para substituir o absorvente elas usam, miolo de pão, panos, e até mesmo papel higiênico. Certamente, essa situação é deprimente na qual mulheres não tem condições de todo mês comprar, ou a própria família levar seu kit básico de higiene. Bem como, para muitas dessas famílias e mulheres o gasto de um modes é luxo para quem não tem nem para sustentar uma casa direito. Por certo, o sistema público é quem deveria fazer a distribuição gratuitamente desses kits para mulheres e famílias de renda precária.

Inegavelmente, mulheres são mais expostas a vulnerabilidade social no Brasil. Ainda no vídeo Desigualdade Menstrual citado anteriormente, em uma escola pública da Bahia a diretora percebeu que havia uma falta constante todo mês em um certo período, e após investigar descobriu que as meninas faltavam quando estavam menstruadas e não tinham absorventes ou vergonha de ir. Isso acontece por falta de dinheiro, ou informação, é comum que as escolas não falem sobre esses cuidados íntimos, também é comum que as famílias não conversem com suas filhas e mais ainda normal de acontecer é esses indivíduos não ter dinheiro para comprar o básico. Por esse motivo, infelizmente ocorre a evasão escolar, onde meninas deixam de ir a escola pela falta do básico ou por estarem com vergonha de irem menstruadas.

Nesse sentindo, é de suma importância que as mulheres tenham por direitos que o sistema público se atentem as necessidades menstrual delas. Dessa maneira, a OMS e o SUS após a aprovação na Câmara para distribuição de absorventes gratuitamente, já deveriam estar entregando os kits nos postos de saúdes, escolas e penitenciarias e incluído também palestras nas escolas sobre o ciclo menstrual. Dessa forma, ajudando mulheres de renda baixa a obter acesso aos tampões íntimos, e meninas informadas sobre seus ciclos, quebrando assim qualquer tipo de tabus que ainda tenham.