Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 30/08/2021
No livro “Quarto de despejo” é relatado pela autora casos em que a pobreza extrema influencia nos cuidados mínimos higienicos de mulheres da sua região. Dessa maneira, é colocado em evidencia os desafios de combate a pobreza menstrual, em que mulheres não conseguem executar seus cuidados mínimos e que se baseia na desigualdade social e na falta de representatividade para o apoio delas.
Primeiramente, é preciso avaliar o papel das diferenças. Dessa forma, a desigualdade socioeconômica influencia na capacidade de obtenção de produtos higienicos, visto que uma parcela dos indivíduos não tem aquisição de renda suficiente para suprir todas as suas necessidades. Prova disso são dados apresentados pelo jornal Fantástico que mostra que 25% das mulheres já sofreram com a falta de acesso aos absorventes. Portanto, fica claro a importância do fato.
Além disso, a falta de representatividade é um fator. Desse modo, a maioria dos políticos são homens, o que suprime parte das necessidades das mulheres, dado que eles são incapazes de relatar problemáticas femininas e falta empatia por elas nesse âmbito. Isso é comprovado com dados da Câmara do Deputados, em que 90% dos seus constituintes são do sexo masculino, o que mostra sua supremacia. Portanto, fica evidente a negatividade da ocorrência de não ter muitas mulheresnesse ambiente.
Em síntese, há a necessidade de alteração de cenário. Logo, o Ministério da Saúde deve trabalhar para executar ações que ajudem as mulheres, como a distribuição de absorventes gratuitos em postos de saúde e em escolas para as adolescentes, para que se diminua os índices negativos. Outrossim, o Tribunal Superior Eleitoral deve executar ações que influenciem as mulheres a se candidatar às eleições, sendo feitas campanhas nos principais meios de comunicação, como TV e internet, para que seja aumentado a representatividade feminina e a possibilidade de se trabalhar temas diversos. Com isso, a longo prazo, será possível ser combatido a pobreza menstrual e a problemática terá fim.