Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 27/08/2021
O filósofo e economista John Stuart Mill, propôs durante o século XIX, o postulado conhecido como “O Ideal do Utilitarismo”. No qual destaca que ações governamentais devem visar o bem - estar comum. Entretanto, ao trazer - se esta teoria para a contemporaneidade, é evidente que o desempenho do Estado acerca da pobreza menstrual é falho. Nesta lógica, concerne dizer que os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil são um problema de saúde pública.
Em primeira instância, cabe destacar a falta de políticas públicas que auxiliem no combate à pobreza menstrual. Isto ocorre, na medida em que não é perceptível para o Estado que jornais, pedaços de pano ou até mesmo folhas de árvores são usados de forma improvisada no lugar de um absorvente para conter a menstruação. Esta situação é um exemplo da teoria “Cidadania de Papel”, proposta pelo autor e escritor Gilberto Dimenstein. Apesar do cuidado efetivo com a menstruação ser garantido por lei e assegurado pela Constituição, não é o que ocorre na prática. Desse modo, é imprescindível que políticas públicas sejam criadas, à pobreza menstrual no século XXI é uma lástima.
Ademais, cabe dar ênfase no tabu relacionado a menstruação. Portanto, não há uma conversa produtiva sobre o assunto, o que acaba por gerar cenários de pobreza menstrual sem que haja uma percepção por parte dos indivíduos. Um exemplo que retrata essa realidade é o verso: “Veloso, o Sol não é tão bonito para quem vem do Norte e vai viver na rua”, escrito pelo musicista Belchior em sua música “Fotografia três por quatro”. Dessa maneira, o verso em destaque se relaciona com mulheres que estão em situação de pobreza menstrual. Para mais, é necessário que o assunto seja normalizado e discutido.
Torna - se evidente, por consequência, os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Mediante o exposto, cabe ao Ministério da Saúde uma disponibilização de verbas para que absorventes sejam doados a comunidades carentes por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Espera - se, por conseguinte, um combate à pobreza menstrual no Brasil.