Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 27/08/2021

Stefan Zweig escreveu, em 1945, o livro “Brasil, um país de futuro”. Entretanto, hodiernamente, a pátria está muito longe de corresponder a tal imagem, uma vez que centenas de milhares de meninas não estão tendo suas necessidades básicas de higiene devidamente estabelecidas. Nesse contexto, a inércia do governo, além da desinformação são os principais desafios ao combate da problemática.

Diante disso, é importante destacar a ineficiência dos administradores públicos como acentuador da questão. Sob esse viés, é válido trazer a teoria de John Locke, filósofo iluminista, o qual afirma que o indivíduo abre mão de sua liberdade para possuir direitos, o que ele denomina como “contrato social”. Nessa perspectiva, observa-se que os órgãos públicos são falhos ao não promoverem medidas que minimizem o impacto da pobreza no ciclo mestrual, como, a distribuição dos produtos de higiene necessários. Por conseguinte, conforme a CNN Brasil, aproximadamente 5% das mulheres canarinhas não possuem os itens mínimos para o cuidado com a mestruação. Logo, verifica-se que ações são carentes para reverter tal situação.

De modo complementar, é notável a falta de informação da temática é mais um empecilho para o progresso. Segundo teóricos do determinismo geográfico, o homem é produto do meio, sendo fruto do que o ambiente ao redor possui para ofertá-lo. Nessa ótica, a desinformação do ambiente social à respeito das dificuldades vivenciadas pala relação entre pobreza e menstruação, se frutifica na continuidade desse panorama perverso; Ou seja, a falta de informação impede que as pessoas reconheçam a existência do problema e o revertam. Dessa forma, enquanto o corpo social ao promover o desconhecimento, o resultado será de mulheres que não têm sua cidadania respeitada. Portanto, nota-se que medidas são precisas no conhecimento da sociedade.

Em suma, constata-se que ações são necessárias na inaptidão do governo e na promoção da informação. Destarte, o Ministério da Saúde deve, por meio da distribuição de absorventes em todos os postos de saúde brasileiros, subtrair o número de seres que não têm acesso aos itens básicos de bem-estar, o ato tem como finalidade de que toda a população possua suas carências do ciclo menstrual atentidas. Ademais, o Ministério da Educação necessita, por intemédio da mídia, grande propagadora de informações, propiciar que as pessoas tenham conhecimento da problemática e passem a pressionar os órgãos públicos para sua imediata resolução. Posto isto, a propaganda precisa ser veiculada em horário nobre para atingir o maior número de pessoas, por fim, a medida é feita para que todos usufruem de sua cidadania. Feito isso, o contrato social de Locke será devidamente contemplado.