Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 29/08/2021

Desde 2014, a Organização Mundial da Saúde considera o acesso a higiene um direito básico que todo ser humano deve ter. Entretanto no Brasil, muitas mulheres e meninas não possuem o mínimo de higiene, principalmente relacionado com a menstruação feminina. Dessa forma, inúmeros desafios ao combate à pobreza menstrual são encontrados, como o grande tabu no assunto ou a falta de políticas públicas para tal. Assim, é imprescindível que haja uma discução quanto à temática, de modo que seja resolvida.

Nesse sentido, é necessário entender que a menstruação é algo natural da mulher e puramente biológio, a fim de quebrar tabus antigos. Em períodos remotos, a menstruação era motivo de vergonha para a mulher, de modo que o sentimento vive até hoje. Todavia, a situação é algo da natureza feminina, uma vez que o útero da mulher se prepara para a chegada de um feto e, quando não acontece, as paredes do endométrio descamam, causando o período menstrual. Assim,  é necessário que o tabu quanto a situação seja quebrado, uma vez que é algo necessário para a manutenção da saúde da mulher, além de ser algo extritamente natural para a vida delas.

Ademais, o tabu continua devido a falta de políticas públicas relacionadas ao tema. A carência de incentívos, campanhas e doações aumenta o número de mulheres sem os ítens basícos, como absorventes e coletores menstruais em que, segundo a CNN Brasil,  já passa de 4 milhões. Isso mostra a necessidade urgente da manutenção do direito da mulher e a necessidade de políticas que solucionem o problema.

Verifíca-se, portanto, que é imprescindível que medidas sejam tomadas para a resolução da problemática. Assim, cabe às escolas, por meio de educadores formados e expecializados, na divulgação de dados, estatísticas e palestras, com o auxílio de recursos visuais, como Slides e vídeos, que visem mostrar, de forma normal e não constrangedora, a naturalidade do período menstrual feminino, de modo que toda a comunidade escolar possa auxiliar nesses casos. Também, cabe ao Ministério da Saúde, viabilizar políticas públicas com o intuito de incentivar e informar a população em relação a menstruação, além de comprar e disponibilizar absorventes em postos de saúde. Logo, com a ajuda de toda a comunidade e suas diretrizes competentes, os direitos propostos pela ONU serão devidamente assegurados.