Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 28/08/2021
Criada após o fim da segunda guerra, a ONU, e a Declaração dos Direitos Humanos servem de base dos direitos de cada indivíduo, garantindo saúde e bem-estar social. Conquanto o cenário preocupante relacionado a falta de acesso a produtos de higiene menstruais impossibilita que certa parte da população desfrute desses direitos. Assim, mostra-se importante discutir a influência das desigualdades e como a falta ao conhecimento à educação menstrual afeta a vida das menstruantes.
Em primeiro plano, a questão da pobreza menstrual é marcado pelas marcas históricas das desigualdades, sejam elas de gênero, raças e principalmente, classes sociais. O cenário da pobreza mentrual é uma realidade vivenciada por meninas e mulheres que não têm acesso a recursos higiênicos, e em muitos casos, há também falta de acessibilidade a condições básicas de saneamento. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro dentro da própria casa. Diante de tal contexto, isso atrapalha a trajetória educacional das garotas, já que elas deixam de ir a escola nos dias em que estão menstruadas.
Ademais, cabe ressaltar que a importância da educação sexual, que se estende a educação menstrual, que deve ser difundida nas escolas. É fundamental que conheçam seu próprio corpo e tenham entendimento sobre seu próprio corpo e sobre seu ciclo menstrual, higiene e saúde. Outrossim, essa compreensão pode contribuir para a consciência de abuso sexuais e gravidez precoce, que é panorama cada vez mais presente na sociedade atual. Isso demonstra a negligência do Estado que exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, porém não cumprem seu papel com eficácia.
Desse modo, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a pobreza menstrual, necessita-se urgentemente, que o Ministério da Saúde direcione produtos higiênicos e menstruais a todas as Unidades Básicas de Saúde e que sejam distribuídos gratuitamente. Além disso, cabe ao Ministério da Educação introduzir uma nova disciplina que discuta a educação menstrual e preparem de forma apropriada as estudantes. Dessa forma, será possível garantir um bem-estar social a todas as menstruantes vulneráveis e assim então seremos uma sociedade que promove a igualdade de direitos.