Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 28/08/2021
Na série estadunidense “Anne with an e”, Anne sofre um episódio traumático ao menstruar pela primeira vez, pois desconhece a situação e não possui recursos para enfrentá-la. Fora das telas, a realidade é a mesma, em que muitas pessoas são alvo da pabreza menstrual. Nesse sentido, a carência de recursos menstruais ocorre em razão não só da negligência do Estado, mas também da manipulação midiática.
Em uma primeira análise, vê-se que o governo é negligente, isto é, promove uma educação tecnicista. Nesse viés, a obra “Pedagogia do Oprimido”, formulada por Paulo Freire, educador brasileiro, sustenta que a educação tradicional oprime o indivíduo para levá-lo a um estado de obediência. Sob essa ótica, constata-se que o sistema de ensino brasileiro executa uma educação formadora de mão-de-obra produtiva. Logo, as escolas não abordam a educação sexual e, portanto, não capacita o sujeito a agir diante às malezas sociais, como a pobreza menstrual.
Outrossim, os meios midiáticos também cristalizam a problemática. Dessa maneira, o conceito de Indústria Cultural, de Theodor Adorno, filósofo alemão, denuncia que as estratégias midiáticas são promovidas para manipular o corpo social. Assim, a mídia movida por um ideal lucrativo de empresas privadas assegura a ordem social vigente e, consequentemente, inviabiliza minorias e seus problemas. Desso modo, enquanto a ausência de inclusão for a regra, a democratização ao acesso de artigos mentruais será a excessão.
Diante dos fatos supracitados, é perceptível que a pobreza menstrual no Brasil é um tema importante e que carece de soluções. Portanto, cabe ao Governo Federal e ao Ministério da Educação, promover aulas sobre educação sexual nas escolas, as quais possuam palestras e campanhas, e, ainda, destinar um auxílio às pessoas carentes, por meio de uma agenda econômica. Sendo assim, o intuito de tal medida é diminuir a ausência de infromações e recursos menstruais. Logo, o contexto vivenciado será minimizado e se distanciará da realidade vivida por Anne.