Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 30/08/2021

No documentário, “Absorvendo tabu”, de produção da netflix, retrata a vida de mulheres indianas que lutam para produzir absorventes de baixo custo em uma máquina para garantir o mínimo de sanidade e direito. Hodiernamente, análogo à situação das mulheres indianas, muitas brasileiras vivem em situações semelhantes as mulheres da índia, que precisam lutar para sobreviver contra a pobreza menstrual. Nesse contexto, é imprescindível avaliar que a ausência de políticas públicas, atrelado à desigualdade social, são fatores motivantes.

Primordialmente, é válido ressaltar, de início, que a ausência de políticas públicas, em relação ao governo brasileiro, encontra terra fértil na problemática. Nesse viés, a Constituição Federal, carta magna de 1988, assegura que é direito do cidadão ter direito à saúde de qualidade. Entretanto, é nítido que o governo brasileiro não se preocupa em distribuir absorventes de graça nas unidades básicas de saúde e nem garantir que seus jovens tenham direito a absorventes nas escolas. Sobre isso, Abraham Lincoln, importante personagem da política americana, disse, em um dos seus discursos que a política é serva do povo e não o contrário. Logo, é necessário que medidas sejam mais que necessárias para resolução dos problemas e garantia os direitos a todas as mulheres brasileiras.

Nota-se, outrossim, que a desigualdade social acaba moldando alicerces para tal conjuntura. Nessa perspectiva a série Grey ’s Anatomy, em um dos seus episódios, mostra a triste realidade de mulheres de um presídio que não tem produtos básicos de higiene pessoal, como absorventes e remédios que ajudem nas dores menstruais. Diante disso, mesmo se tratando de pessoas privadas de liberdade, a desigualdade social assola o país de forma alarmante, principalmente em mulheres pretas, indígenas e transsexuais, que sofrem com essas mazelas desde colonização, com a chegada dos Portugueses em terras brasileiras. Dessa forma, é perceptível que medidas eficientes sejam realizadas para combater o empecilho.

Portanto, visto os desafios que são encontrados na pobreza menstrual, é mister a atuação efetiva para resolução do impasse. Diante disso, o Ministério da Saúde deve promover o incentivo de garantia de direito à higiene básica a mulheres, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Para tal, o projeto deve garantir que todas as mulheres tenham seus direitos garantidos pelo sistema único de saúde ( SUS). Além disso, a distribuição deve ser feita em todas as escolas públicas. Ademais, deve ser atribuído um auxílio de garantia à saúde digna a essas mulheres, como distribuição de remédios para dores menstruais e anticoncepcionais, para assim, à pobreza menstrual no brasil ser vencida.