Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 27/09/2021

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo inglês Thomas Morus no século XVI - retrata um civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade, uma vez que a pobreza menstrual ainda é um problema à ser combatido Brasil. No entanto, isso não ocorre só em razão da insuficiência legislativa, mas também da desigualdade social.

Primeiramente, é essencial pontuar que a insuficiência legislativa deriva da ineficácia do poder público, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o filósofo Jonh Locke, o Estado foi criado por um pacto social, para assegurar os direitos fundamentais. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato no atual cenário brasileiro, uma vez que, a flata de distribuição de produtos para higiene feminina, faz com que, mulheres que não têm acesso à esses meio de higiene e cuidados, fiquem prejudicadas, podendo ter infecções e empecilhos relacionados a falta de cuidados. Desse modo, faz-se mister a reformulação estatal de forma urgente.

Ademais, a desigualdade social apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com George Orwell, “Todos somos iguais, mas alguns são mais que outros”. Em vista disso, mulheres geramente de classes mais baixas, não tenham recursos suficientes para a compra de produtos para a higiene, que deve ser usado frequentemente, o que, consequentemente, não possam sair de casa e tenham mais chances de contrair alguma doença. Dessarte, a desigualde social é uma enorme barreira para que tais mulheres cheguem a ter acesso aos meios de cuidados e higiene.

Portanto, necessitaria de ações estatais e sociais, no que se refere a ajuda à essas mulheres. Assim o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital ao Sistema Ùnico de Saúde (SUS), para que seja feitas comprar de produtos para higiene feminina, para um distribuição gratuita a quem precisar, a fim de que as mulheres que precisam, tenham os produtos oferecidos pelo governo. Sendo assim, contribuindo para que o romance “Utopia” se concretize em nossa sociedade.