Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 30/08/2021
Na obra “A República”, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os obstáculos. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade brasileira hodierna, percebe-se o oposto dos ideais de Platão, visto que hodiernamente muitas mulheres brasileiras vivem em precárias condições de higiene, pois não tem acesso à itens básicos como o absorvente, ficando sujeitas à terem que improvisar o seu próprio coletor menstrual, dessa forma, os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil são frutos tanto da negligência govenatmental como da desinformação sobre o assunto.
Em primeira análise, é imperioso ressaltar a ausência de medidas governamentais, haja vista que carecem ao dar o devido suporte às mulheres durante o período menstrual. Isso ocorre devido à falha na aplicação de seguros à saúde das brasileiras, que não tem acesso a saneamento e nem à absorventes íntimos. Segundo o filósofo contratualista John Locke, isso configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos considerados como indispensáveis, como o acesso à recursos básicos. Destarte, tem-se o agravamento da pobreza menstrual.
Outrossim, é crucial explorar a ignorância generalizada no que tange à menstruação no Brasil, já que até hoje existe uma superstição de que quando as mulheres estão no período menstrual elas estão “impuras”, o que determina uma questão de impureza em tudo que revolve esse processo. Segundo o filósofo francês Voltarie, o preconceito é a opinião sem conhecimento. Sendo assim, observa -se a falta de conhecimento a cerca do assunto já que desse a sociedade primitiva menstruar é considerado um ato de vulnerabilidade por parte das mulheres. Logo, é inadmissível que esse pensamento continue a perdurar.
Infere-se, portanto, que esses desafios em relação ao combate à pobreza menstrual no Brasil devem ser resolvidos. Assim, o Ministério da educação juntamente com o Ministério da Saúde devem proporcionar, por meio de verbas governamentais, promoverem campanhas para disponibilizar a distribuição democrática de absorventes, itens de higiene e divulgarem conhecimento sobre esse período. Isso pode ser feito por meio de profissionais da área midiática, afim de que haja uma a diminuição do tabu a cerca do assunto. Com essa ação, a sociedade brasileira poderá chegar perto das convicções platônicas e, além disso, alcançar o bem-estar social.