Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 11/09/2021
As mulheres da Roma Antiga utilizavam chumaços de algodão como tampões inernos, com o intuito de não vazar sangue para a parte externa, na Idade Média, a opção preferida eram as toalhinhas higiênicas e, atualmente, existem vários modelos de absorventes e coletores menstruais. No entanto, junto com as variadas opções, no Brasil, o sexo feminino enfrenta o desafio no combate à pobreza menstrual. Nesse quesito, têm-se que esse problema se dá pela negligência governamental e tem como consequência os estados precários de higiene.
Sob esse víés, a pobreza menstrual é a escassez não apenas dos produtos de limpeza íntima, mas também das condições básicas para praticar a higiene, como saneamento básico, água potável e educação acerca da mestruação. De acordo com o Institudo Brasilero de Geografia e Estatísticas, 7,2 milhões de mulheres vivem em situação de extrema pobreza. Nessa prisma, elas vivem em ambientes que não tem banheiro, tem contato com esgotos, recorrem a materiais anti-higiênicos, e faz com que tenha impacto negativo na saúde, como a infecção urinária. Dessa forma, nota-se que a falta de suporte, como por exemplo os absorventes -de preferência os que não prejudicam o meio ambiente, prejudicam na saúde feminina.
Outrossim, a higiene íntima é importante para que a mulher evite odores desagradáveis e mesmo infecções que podem frequentemente aparecer, como a candidíase. Segundo o ginecologista Paulo César Giraldo, entre 10% e 20% das mulheres não sabem se limpar corretamente depois de ir ao banheiro. Ademais, além das questões financeiras, nota-se também que não há uma preparação e uma educação sexual que trate dos cuidados femininos, de como é a menstruação, de pedir ajuda caso a menarca venha na escola , de como usar um absorvente, entre outros fatores. Nesse viés, isso prejudica não só a flora intestinal feminina, a parte física, como também a sua autoestima, o psicológico, afinal também faz parte do autocuidado.
Portanto, nota-se que é importante enfrentar a pobreza menstrual para educar e proporcionar melhore condições a população feminina. Desse modo, é dever do Governo federal junto com o Ministério da Saúde, por meio de pesquisas locais -ou seja, localizar mulheres que não tem boa renda financeira-, entregar kits mensais de higiene, além de proporcionar palestras nesses bairros sobre educação sexual, afim de por intermédio da educação e doações controlar e reduzir as doenças intímas. Além disso, é precisso dar apoio para as redes de ensino para que eles também acolham e ajudem as adolescentes. Logo, com a educação e a solidariedade, espera-se melhorar as condições femininas, quebrar tabus e evitar a proliferação de infecções.