Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 31/08/2021
No documentário “Absorvendo o Tabu”, produzido pela Netflix, é retratado as dificuldades das mulheres na Índia rural em relação a menstruação e como é difícil lidar com a falta de absorventes íntimos. No entanto, o Brasil também enfrenta desafios para combater à pobreza menstrual. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da falta de infraestrutura e da inércia governamental.
Sob esse viés, pode-se apontar, como um fator determinante, a escassez de investimento. Karl Marx explica que, em uma sociedade capitalista, o centro é o capital. Então, para resolver a carência de absorventes, é preciso capital investido, visto que um pacote do produto custa em média 10 reais, valor que não é acessível a todos. De acordo com o site uol, 28% das mulheres já perderam aula por não conseguirem comprar o absorvente. Esse fato leva pessoas com úteros e ser recursos recorrerem a papel higiênico, jornal e até folhas, para assim poderem realizar as atividades do cotidiano quando estão menstruadas. Desse modo, urge que as iniciativas públicas e privadas destinem dinheiro para esse fim.
Além disso, outro fator influenciador é a falta de ação política. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à garantia de um período menstrual digno, uma vez que mesmo em agosto de 2021 o projeto de distribuição gratuita de absorvente tenha sido aprovado pela Câmara de Deputados, ele ainda não está em prática e foi criado somente esse ano. Dessa forma, todas as mulheres e homens transexuais em vulnerabilidade até os dias de hoje sofreram com a pobreza menstrual, tendo suas roupas manchadas e suas rotinas afetadas por uma causa natural, que deve ser amparada pelos superiores. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inercia que se encontra.
Portanto, faz-se necessário uma intervenção. Para isso, o Governo Federal deve organizar um grande investimento, por meio da destinação de verbas para o combate à pobreza menstrual do país, a fim de reverter a má infraestrutura existente. Tal ação pode, ainda, ser documentada pelo canal do youtube do governo para a população acompanhar os resultados. Paralelamente, é preciso intervir sobre a inércia governamental por intermédio da prática urgente do projeto aprovado pelos deputados. Dessa maneira, o Brasil irá combater os desafios da pobreza menstrual.