Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 14/10/2021

Em outubro de 2021, os veículos midiáticos trouxeram à tona a discussão acerca da pobreza menstrual no Brasil após a distribuição de absorventes para pessoas de baixa renda não ser aprovada pelo poder executivo. Por conseguinte, essa problemática se faz veemente presente na realidade nacional devido a falta de debate e de políticas públicas sobre tal. Dessa forma, medidas são necessárias para reverter a situação.

Diante do apresentado, é preciso entender de que forma a fala sobre a menstruação pode ajudar. Em consonância com o documentário “Absorvendo o Tabu”, o qual aborda a estigmatização acerca do assunto na sociedade indiana, a carência de conhecimentos e debate sobre o assunto pode trazer diversas consequências para pessoas que menstruam. Ao passo que o assunto chega até o público, este passa a normalizá-lo, sob pena de se posicionar e reivindicar o acesso a absorventes e demais produtos de higiene pessoal. Assim, compreende-se que ao tornar a pobreza menstrual em um assunto público, essa situação inadequada pode ser revertida.

Outrossim, a falta de ações afirmativas que contribuam para a resolução do supracitado se faz nociva. Conforme o exposto pela CNN Brasil, 4 milhões de meninas sofrem com a falta de absorventes em escolas públicas no país, número o qual é alarmante, uma vez que tal item é de suma importância para pessoas que menstruam. Ademais, é deploravelmente perceptível que mulheres e transexuais de baixa renda em situação de rua também sofrem devido a não disponibilidade a produtos de higiene menstrual, acometendo sua qualidade de vida e violando seu direito constitucional de acesso à saúde. A partir disso, é fato que a falta de atenção de órgãos governamentais para com o assunto é um grande desafio.

Em suma, a falta de atenção, tanto populacional, quanto governamental, se torna um obstáculo para o combate à pobreza menstrual no Brasil. Portanto, cabe a maiores instâncias, como ao Ministério da Saúde e ao poder Legislativo, por meio da promulgação de leis, a imposição da disponibilidade de produtos de higiene de forma gratuita em postos de saúde e escolas em todo o país. Além disso, campanhas de conscientização sobre o assunto, que ocorreram por palestras e publicações em redes sociais. Para que assim, a mídia passe a disseminar a informação de que a carência menstrual foi vencida.