Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 30/08/2021

“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância dos direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema.

Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: insuficiência de leis e Lenta mudança na mentalidade social.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a insuficiência de leis presente na questão. Maquiavel defendeu que “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes.” A perspectiva do filósofo aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos, como a questão do problema ao combate á pobreza mestrual no Brasil. Assim, o que verifica-se é uma insuficiência da legislação, se esta não vier atrelada a políticas públicas que ajam na base cultural do problema, dificultando sua resolução.

Outro ponto relevante, nessa temática, é  a lenta mudança na mentalidade social. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. sob essa lógica, é possível perceber que a questão do impasse no acesso a pobreza menstrual no Brasil é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Torna-se imperativo, portanto, modificar a visão da população acerca das leis. Isto pode ocorrer através de uma ação conjunta do Poder Judiciário com o Ministério da Educação, promovendo palestras e debates em escolas acerca do processo de elaboração e fiscalização das leis no Brasil, a fim de que as novas gerações tornem-se mais atuantes e entendam o propósito das leis à resolução de problemas. Dessa forma, a máxima de Hannah Arendt seria concretizada na realidade brasileira.