Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 31/08/2021
Theodor Adorno, em sua obra “Dialética do Esclarecimento”, propõe um projeto de libertação do homem da opressão e massificação, por meio de uma ampla formação humanística. Para o filósofo alemão, o indivíduo deve caminhar na direção de uma consciência crítica baseada na dignidade e no respeito às diferenças. Considerando essa análise com base na conjuntura atual, tem-se a questão dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, o que reflete a grande desigualdade social ainda predominante.
Em primeira análise, o legado deixado pelo geógrafo Milton Santos, o meio técnico-científico-informacional, evidencia mudanças como a rapidez na dissipação de informações e produtos. Aliada ao processo citado, há a Revolução Industrial, que teve início em 1760, em que o processo de industrialização progrediu e o êxodo rural foi evidente. Sendo assim, produtos de higienete básica, como absorvente e papel higiênico, passaram a ser comercializados e contribuiram para maior conforto populacional em relação à limpeza pessoal.
No entando, grande parcela dos habitantes sofrem com a chamada “pobreza mentrual”, em que há a falta do acesso aos protetores menstruais, seja pela não informação acerca do assunto ou falta de dinheiro para a compra. Segundo o site de notícias “CNN Brasil”, a quantidade de mulheres que não tem acesso mínimo de cuidados menstruais em escolas ultrapassa 4 milhões. Por conseguinte o fato apresentado fere o artigo 5° da Constituição Federal de 1988, pois sem a obtenção de artigos básicos de higiente, não há o cumprimento do direito à igualdade proposto.
Feita essa análise, são evidentes mudanças necessárias para a promoção do bem-estar coletivo. Desse modo, é imprescindível que o Ministério da Educação, como instrumento de metamorfose social, atue com palestras e debates acerca da importância de ítens de higiene básica na proporção da dignidade humana, por meio de escolas e associações de bairro, de modo a promover maior consciência crítica acerca da problemática. Somente assim, os preceitos de Adorno poderão ser seguidos, no caminho por um mundo mais respeitoso com as diferenças individuais e com menores desafios no combate à pobreza menstrual.