Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 31/08/2021

Segundo o site jornalístico G1, 1 em cada 4 meninas não possuem acesso à absorventes ou condições de higiene adequada. Nesse contexto, vê-se quão significativo são os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil e como essa pauta deve ser debatida amplamente nessa realidade atual. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática, que é motivada não só pelo tratamento da menstruação como tabu, mas também pela falta de saneamento básico.

Em primeiro plano, é incontestável que a forma machista como a menstruação é tratada está entre as causas do problema. De acordo com a série “Big Mouth”, é nítido como não é ensinado corretamente acerca disso em um episódio que a personagem feminina principal se torna chacota ao perceberem que a calça da mesma está manchada de sangue. Nesse sentido, nota-se que esse olhar da sociedade para o ciclo menstrual como algo censurável torna o assunto cada vez mais interditado aos que não sofrem com isso. Logo, é vergonhoso que essa inércia social continue perante esse tópico.

Ademais, convém ressaltar o déficit de servições de tratamento de esgoto como mais um agravante da problemática. Consoante ao médico Drauzio Varella, cerca de 15% das adolescentes frequentam escolas sem condições de uso devidas ou não residem casas com saneamento adequado. Dessa maneira, percebe-se que a falta de medidas do governo para o bem social comum em questão das condições básicas de saneamento impacta agressivamente a qualidade de vida de muitas pessoas. Portanto, é inadmissível que as autoridades vigentes não tomem decisões que favoreçam a saúde pública da população feminina.

Destarte, para que a pobreza menstrual no Brasil deixe de existir, providências devem ser tomadas. Por isso, o Ministério da Saúde, órgão governamental responável por dispor de condições para a proteção da população, em parceria com a Secretária Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, devem encetar um projeto de ampliação do saneamento básico nas escolas e comunidades, e ainda arquitetar um plano de distribuição mensal de absorvente para as meninas de baixa renda, por meio de uma proposta ao senado brasileiro e ao presidente da república, além de solicitação de verba à União. Nessa lógica, o intuito de tal medida é erradicar os desafios diários de diversas garotas que são prejudicadas pelo descaso social e governamental nessa vertente de acesso precário a higiene menstrual. Somente assim, o Brasil poderá, de fato construir uma sociedade mais justa e igualitária a todos.