Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 31/08/2021

Na cinematografia ‘‘O Diário de Anne Frank’’, dirigido por Hans Steinbichler, a história retrata uma jovem judia, forçada a se esconder em um refúgio secreto com sua família durante a Seugunda Guerra Mundial. Além disso, em uma de seus relatos cotídianos, Anne Frank, expressa-se através de ‘‘piadas sujas’’, suas indagações sobre sua primeira menstruação, episódio o qual a surpreendeu por carência de informação. Esse desafio no combate à insuficiência de noções a cerca da menstruação transcende a época de confrotos bélicos e persiste, até hoje, no Brasil. Nessa perpectiva, é válido discutir o motivo no atraso de combater à pobreza menstrual e o maior impacto dessa anomalia para o corpo social atual.              Com efeito, é fundamental analisar que a pobreza menstrual na sociedade brasileira advém da naturalização desse empecilho. Tal naturalização ocorre, devido à mentalidade predominantemente individualista, ou seja, o indivíduo opõe-se acima das necessidades de desenvolvimento coletivo e social. Sob essa ótica, com base na teoria do iluminista filósofo Jean Rousseau, ’’ De todos os animais, o homem é aquele a quem mais custa viver em rebanho’’, critíca destinada ao histórico pensamento individualista da época. Tal questão pode ser comprovado, por exemplo, por meio de dados do IBGE, os quais mostram que cerca de 713 mil meninas vivem sem condições de higiene básica e esses números, indiscutivelmente, podem exprimir os abismos sociais existentes em uma sociedade egoísta.

Ademais, a persistência dos desafios no combate à pobreza menstural é uma condição que advém de um país historicamente excludente. Tal questão ocorre, pois, a opressão da estrutura colonial, até hoje, interfere na capacidade de destribuir igualitariamente recursos higiênicos para as meninas. Isso pode ser explicado a partir dos estudos da historiadora Lilia Schwarcz, a qual percebeu que ‘‘a Independência do Brasil em 1822 fez surgir, pela relação de dependência com a metrópole, não como uma Nação (com ideais coletivos), mas sim um Estado’’ e isso gera consequências graves em todos os setores do país, sobretudo, no social. Assim, infelizmente, o incentivo ao contato com mecanismos adequados para combater essa pobreza menstrual é apresentado à população como um gasto para a economia categorizaada como emergente.

Portanto, é evidente que a pobreza menstural fomenta um quadro de anomia social no Brasil. Assim, é fundamental que o Poder Executivo, mais especificamente o Ministério da Educação, fomente palestras em todo o país, tal iniciativa ocorrerá por meio dai mplatação de um Projeto Nacional de Combate à Pobreza Menstrual, o qual coordenará um programa educativo informacional entre os jovens. Isso será feito a fim de proporcionar uma melhor vivência daquelas meninas que carecem de informações. Afinal, a situação de Anne Frank assusta até na ficção.