Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 08/09/2021

No final do século XIX os produtos de higiene menstrual chegaram ao comércio, melhorando a qualidade de vida para as mulheres. Com essa tecnologia podem ir à escola, ao mercado e ao trabalho com conforto durante o período menstrual. No entanto parte da comunidade feminina não possui condições de adquirir tais produtos, devido seu preço, aumentando seus riscos de graves infecções vaginais.

Em primeiro lugar, os absorventes menstruais no Brasil são tributados como artigos de luxo, o que consequentimente aumenta seu valor de venda, gerando um gasto médio de 30 reais por ciclo menstrual. Dessa forma, meninas e mulheres de baixa renda são privadas do uso desse item básico.

Segundo uma pesquisa feita pela marca Sempre Livre, “26% das meninas entre 14 e 17 anos não tem acesso a produtos de higiene menstrual”. Em virtude disso elas faltam à escola, não só prejudicando seu aprendizado como corroborando com a desigualdade entre homens e mulheres.

Portanto o governo federal em parceiria com o ministério da saúde devem distribuir itens de higiene menstrual, para meninas e mulheres em idade fértil, nos postos de saúde. Com o objetivo de erradicar a pobreza menstrual e diminuir as infecções vaginais causadas por substituintes improvisados de absorventes.