Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 02/09/2021

“Ao longo de toda a história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destaca-se, devido à sua recorrência na conjuntura hodierna, a difícil os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só à desigualdade social – que é enorme no país- mas também à ineficiência do Estado na solução desse infortúnio.

Em primeiro plano, é imprescindível verificar a negligência do Poder Público um entrave para a pobreza menstrual no Brasil. Consoante ao pensamento do filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, na medida em que o Estado isenta-se da garantia dos direitos dos cidadãos, há um descumprimento do “contrato social” elaborado junto a sociedade. Dessa maneira, essa insuficiência do aparato institucional no atendimento às demandas da nação não só contribui para o descaso com a coletividade, mas também transgride em bem assegurado na Constituição: o acesso a saúde.

Ademais, é fundamental apontar que segunda a Senadora Zenaide Maia, mais de 10% da população vive com uma renda mensal em torno de R$240,00 reais, o período menstrual pode ser exorbitante. Caracterizando como uma falha grotesca da função do Estado com o “contrato social”. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, medidas são necessárias para resolver essa situação. Para isso, o governo federal deve, por meio de uma parceria com o Ministério da Educação, promover palestras ministradas por especialistas sobre a importância de agir diante da pobreza menstrual no Brasil. Assim, pode ser feita pela abordagem da temática, desde o Ensino Fundamental, a conscientização por meio de debates oferecidos por profissionais que estudam dados estatísticos sobre o problema, garantindo o convencimento social. Dessa forma, será possível dissociar a atual conjuntura, aproximando-se dos ideias de Jean-Jacques Rousseau .”