Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 31/08/2021

A pobreza no Brasil possui diversas frentes, dentre elas há a que atinge em especial o gênero feminino, a probeza menstrual. De um lado observamos um processo biológico natural, do outro lado há diversos estigmas acerca do assunto que só prejudicam aquelas que não possuem o necessário para continuar a vida normal durante o período. Logo, é preciso reconhecer quais os desafios em termos culturais informativos sobre o assunto, além de se considerar também o aspecto financeiro para sanar tal lacuna social. Assim, debates se fazem necessários para combater essa mazela social.

É evidente, que desde a Idade Média a menstruação é tratada como sujeira, demonizada ou até uma doença, e em locais descentralizados tais ideias ainda são propagadas e atrasam uma evolução. Isso porque, ao reproduzr que o período menstrual não seja natural, é sustentado um tabu em torno do assunto que impossibilita que a sociedade compreenda com clareza a naturalidade e pureza do acontecimento,  além de como lidar com momento para que tal gênero não se afaste de suas funções. Não se pode negar, com isso, que a falta de conhecimento impede a cobrança de políticas públicas para melhorar a qualidade de vida do grupo.

Ademais, economicamente a compra de absorventes pode ser considerada um luxo dentro da condição brasileira, haja visto que em Fevereiro de 2021 cerca de 27 milhões de brasileiros voltaram para a linha da pobreza, segundo o jornal O Globo. Configura-se assim, que caso não exista investimento público, será praticamente impossível garotas optarem por um item que as permita estudar, trabalhar e melhorar sua qualidade de vida enquanto enfrentarem o período menstrual. Logo, a pobreza menstrual ainda favorece a desigualdade de gênero no mercado, uma vez que um período dura de 5 a 7 dias e sem a possibilidade conter o sangue, não há como trabalhar, o que resultará em menos mulheres empregadas e um ciclo de pobreza.

Diante do exposto, torna-se urgente medidas que resultem numa progressiva eliminação da pobreza menstrual no Brasil. Cabe ao governo federal, através do Senado, aprovar o projeto de distribuição gratuita de absorventes descartáveis para populações carentes e detentas, para que as mulheres do programa recebam qualidade de vida para exercer suas funções de forma digna. Além disso, cabe ao Ministério da Economia em conjunto com a mídia, financiar campanhas visuais para a TV aberta, com o intuito de arrecadar absorventes descartáveis em locais públicos, como metrôs, para que sejam encaminhados à distribuição. Ao Ministério da Educação, cabe promover palestras gratuitas em escolas/faculdades acerca de como funciona a menstruação de maneira científica, para quebrar tabus sobre o assunto e gerar conhecimento  verdadeiro para a população.