Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 01/09/2021

A Organização Mundial de Saúde contempla no seu bojo o direito à saúde. Porém, é necessário enfatizar os desafios da população em busca de manter esse bem maior. No Brasil é crescente o número de pessoas com útero que enfrentam os desafios no combate à pobreza menstrual. Sobre esse enfoque, pode-se citar a omissão estatal no atendimento à essa população desassistida e a falta de reivindicações das próprias mulheres no atendimento ao seu direito quanto cidadã. Assim, faz-se necessário medidas serem tomadas para erradicar o problema que atinge as brasileiras.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que, o Estado, como mantenedor da saúde pública, deve combater essa pobreza menstrual, onde muitas mulheres não têm condições financeiras para comprar absolventes e manter sua higiene íntima. Lamentavelmente essa é a realidade no Brasil, pois os órgãos ligados à área de saúde não trabalham a contento da população. Isso implica que, um grande número e crescente de mulheres necessitadas não tenham acesso ao mínimo necessário para a sua limpeza e conforto no período menstrual. Sobre esse viés, o filósofo Bauman aduz que essas Instituições são como zumbis, elas existem, mas não trabalham como deveriam atendendo a população. Dessa maneira, urge necessário que providências sejam tomadas a fim de sanar esse problema recorrente.

Em segundo lugar, é importante colocar que essas mulheres desassistidas no seu período menstrual com a falta de absolventes, são, em sua maioria, pessoas de baixa renda e geralmente não têm conhecimento do seu direito de reivindicar ao Estado o atendimento a suas necessidades básicas. Nesse enfoque, a filósofa Simone de Bovoauir pondera que mais escandaloso do que o fato que acontece normalmente na sociedade, é perceber que as pessoas se acostumam a ele. Assim, é urgente que essas cidadãs sejam atendidas em suas necessidades higiênicas com o fito de minimizar a pobreza menstrual no Brasil.

Desse modo, é urgente que o Ministério da Saúde promova projetos que atendam mulheres de baixa renda com o fito de combater à pobreza menstrual no Brasil. Para isso é necessário que haja distribuição de absolventes menstruais nas escolas, comunidades e centros sociais com o objetivo de atingir milhões de mulheres desassistidas durante a menstruação. Também, faz-se importante lançar cartilhas explicativas sobre os tipos de absolventes e a orientação do uso. Essas cartilhas devem ser distribuídas para essa população de mulheres carentes juntamente com os absolventes. Dessa forma, a contemplação do Ministério da Saúde será horizontalmente atingida no país da nação verde e amarela.