Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/10/2021
No começo da Idade Moderna Europeia, grande maioria das mulheres menstruavam em suas próprias roupas. Nos períodos históricos que precedidos, panos eram colocados entre as pernas, e eram lavados e secados para serem reutilizados. De maneira análoga a isso, mesmo com o avanço da tecnologia,e a criação de diversos tipos de absorventes, a pobreza menstrual é uma realidade no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a precariedade da distribuição gratuita de absorventes, e o baixo PIB em nosso país. Primeiramente, segundo dados levantados em 2020, 26% das meninas brasileiras são afetadas diariamente pela pobreza menstrual, definição dada para falta de acesso à absorventes higiênicos. Esse é portanto, um problema sério, que apresenta consequências severas para a saúde física e mental de diversas mulheres. Contudo, devemos levar em conta as desigualdades salarias, ademais regiões e familias mais pobres, principais vítimais dessa precariedade menstrual, por não terem condições financeiras suficientes de comprar tal item de higiene íntima. Outroasim, é notório, que além da falta da higiene básica, a pobreza menstrual não consiste apenas na falta de absorventes às mulheres, também representa a falta de informação e como o tema é visto pela população, por o absorvente não ser considerado um item prioritário, principalmente não tido pela lei como produtos de higiene básico, que favorece a falta de ações sociais e concientização da sociedade sobre tal assunto. Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham ampliar o acesso a informação e gatantir o direito a itens de higiene íntima. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal, a distribuição de absorventes grátis, por meio da criação de novas leis. Ademais, as pessoas criarem campanhas de concientização e acesso informação, a fim de acabar com a pobreza menstrual. E somente assim, a higiene íntima ser um direito garantido a população, e a pobreza menstrual não ser mais um problema em nosso país.