Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 02/09/2021
Mais da metade da população brasileira, é do sexo feminino, ou seja, mais da metade da população, menstrua todo mês. E para conter a menstruação faz-se necessário o uso de itens básicos de higiene, como absorventes. No entanto, lastimavelmente, uma grande parcela de mulheres vive em situação precária de saúde e da higiene pessoal.
A compra de absorventes e itens de higiene durante o período da menstruação é, para maioria da população, algo básico e que não interfere muito na vida financeira, no entanto em lugares mais pobres, a compra de tais itens é caro e fora de questão, de acordo com a senadora Zenaide Maia estima-se um gasto de trinta reais por ciclo menstrual (por mês), também afirma que cerca de 13% da população vive com menos de duzentos e quarenta e seis reais por mês, tornando-se inviável gasto com mesntruação, pois entre comprar o que comer e comprar absorventes, a comida vem primeiro.
Tendo em vista tal situação, foram enviadas ao Senado propostas legislativas para serem analisadas pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH). A proposta quer assegurar que todos aqueles que possuem útero e menstruam, tenham acesso à absorventes, coletores menstruais e tampões íntimos, de forma totalmente gratuíta.
Levando em conta o mencionado e acrecentando, que o Sitema Único de Saúde, disponibiliza preservativos para impedir a transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DTS’s) e gravidez indesejada, faz total sentido que faça o mesmo com absorventes, levando em consideração que sexo é uma escolha e menstruação é inevital.
Desta forma cabe CNDH, aprovar a proposta, ao SUS disponibilizar o os coletores, já que a falta de acesso a higiene básica fere os direitos humanos de acordo com a ONU. Cabe, também a população debater mais o assunto para que deixe de ser um tabu, e seja levado a sério, e exigir do governo os direitos da mulher.