Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 20/10/2021

Desde 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) considera o acesso à higiene menstrual um direito que precisa ser tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. No Brasil, a realidade é controversa, com a pobreza menstrual como um grande desafio nos locais públicos. Este impasse, tem causado diversos males à sociedade, principalmente voltados à saúde e educação destes cidadãos. Portanto, são necessárias, para a resolução dessa problemática, medidas que reduzam a falta de higiene adequada e que visem melhorar a qualidade de vida e conforto para a população.

Em primeira instância, percebe-se a falta de informação e incentivo para abordagem do assunto torna-o desconhecido entre os brasileiros. Segundo o político ativista Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que pode mudar o mundo, Em razão da falta dos itens necessários, estudantes passam a ter baixa frequência em escolas e acabam deixando de lado os estudos, gerando como consequência da baixa escolaridade, analfabetismo e desemprego.

Em segunda instância,  é notório o descaso governamental com a saúde menstrual. Devido a isso, a privação de higiene em escolas e locais públicos têm sido frequentes, pela falta de abordagem e distribuição adequada de absorventes, sabonetes e papel higiênico que são básicos para limpeza íntima. De acordo com o site CNN Brasil, cerca de 4 milhões de meninas sofrem com a falta destes itens, mostrando-se assim, a persistência da pobreza menstrual na vida das pessoas com útero que, entre as consequências, destaca-se doenças como câncer e infecções severas que podem ocasionar até a morte.

Diante tal conjuntura, pode-se afirmar que a pobreza menstrual afeta a vida dos brasileiros de forma negativa, prejudicando a saúde física e mental dos mesmos. Assim como diz Platão, “o importante não é apenas viver, mas viver bem”, dessa maneira, mostra-se a necessidade de meios que amenizem esta problemática, objetivando um melhor desempenho e conforto para os indivíduos, através de ações municipais movidas pela Secretaria de Saúde,  que conscientizem o povo local, através de palestras, dinâmicas, pontos de distribuição de absorventes e eventos com ginecologistas que possam atender gratuitamente a população, de forma que promovam a informalidade maior dos brasileiros.