Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 09/09/2021
Na Antiguidade Grega, as mulheres usavam pedaços finos de madeira envolto por tercido para esconder sua mestruação, que para época era sinônimo de sujeira e vergonha. No entanto, hoje no Brasil, essa realidade está ainda mais acentuada, mesmo com todos os avaços gerados para o período mestrual, existe uma pequena parcela da população que está em extrema pobreza, não tendo os recursos mais basicos e por isso aderem a situações desumanas para enfrentar seu ciclo. Desse modo se torna relevante as causas e as consequências dessa problemática.
Sabe-se que falar de absorventes e mestruação é um grande tabu na sociedade. Prova disso é a deputada federal Tabata Amaral, a qual propôs a distribuição gartuita de absorventes e coletores nos ambientes públicos, e devido a sua proposta recebeu diversos ataques nas redes sociais por ser um gasto desnecessário. Sendo assim é notório que a desinformação é um fator limitante para alcançar as mulheres em situação de pobreza menstrual, uma vez que estas se sentem reprimidas e envenrgonhadas para falar do assunto. Ademais o absorvente higienico é visto como um luxo, no entanto é uma questão de dignidade para as mulheres.
Por conseguência, muitos objetos são inseridos na vagina com o intuito de cesar o fluxo. Para fundamentar tal afirmação, torna-se relevante a reportagem do, ‘‘Fantastico’’ , que fala sobre iserir pedaços de pão, tecido, algodão entre outros, como solução para a falta de absorvente nas famílias aonde há uma maior carência. Asim, é possível contrair infecções graves e gerar infertilidade, causando ainda mais trastornos, além de ter que reduzir suas atividades de rotina nesse período pois há grandes chances de um possível vazamento expor sua condição que ainda não é aceita pela sociedade como algo normal.
Portanto, percebe-se uma ugência de combater a questão em pauta. para isso cabe ao Ministério da Educação, como responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação. investir na propagação do conhecimento sobre mestruação. Isso deve ocorrer por meio de palestras nas escolas e campanhas de divulgação pelas mídias digitais, para que a população participe dessa campanha e realize um arrecadamento de artigos de higiene pessoal feminina e propagando o conhecimento sobre o assunto, além de disponibilizar absorventes nas ambientes educacionais. Essa ação deve ocorer para que ocorra uma quebra do estigma relacionado ao tema, dessa forma as mulheres alcançarão maior conheciemento sobre o seu corpo, possibilitanto o reconhecimento dos demais da importância do ciclo mentrual. Pois só assim o Brasil tornar-se-á uma pátria em que a pobreza mestrual não é uma realidade.