Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 02/09/2021
A menstruação é a descamação das paredes internas do útero quando não há fecundação, faz parte do ciclo reprodutivo da mulher e ocorre todo mês. No Brasil, inúmeras pessoas vivem na probreza e assim, muitas meninas e mulheres sofrem pela falta de higiene durante esse período menstrual, porque muitas não tem condições de comprar absorventes para conter o sangramento durante esses ciclos. Desse modo, há muitos desafios no combate à pobreza menstrual no país, tais como: a falta de produtos menstruais em postos públicos de saúde e a miséria existente em território nacional.
Diante de tal desafio, a não distribuição de coletores menstruais e absorventes em postos públicos de saúde é inadmissível. Segundo o “website” Tribuna de Minas, um relátorio chamado Livre para Menstruar realizado pelo movimento Girl Power, mostrou que uma em 4 meninas brasileiras não possui acesso a produtos menstruais. Assim, muitas meninas e mulheres sofrem durante esse período, por não terem itens de higiene para a utilização durante esse período e isso gera um desconforto para elas, pois não há como parar o fluxo de sangue e dessa maneira, às vezes, mancham suas vestimentas e viram vítimas de piadas feitas por aqueles que não passam pela mesma situação.
Além disso, a miséria contribui para a falta de higiene de muitos brasileiros. De acordo com o site Correio Braziliense, a taxa de extrema pobreza, em 2021, deverá ser de 9,1% (19,3 milhões de pessoas) e a de pobreza de 28,9% (61,1 milhões de pessoas), tendo em consideração o valor de R$250 estabelecido pelo auxílio emergencial. Desse modo, muitas pessoas não têm dinheiro suficiente para a compra de comida e itens de higiene pessoal, como absorventes, e nesse sentido, muitas mulheres não utilizam os itens menstruais, por falta de dinheiro e optam por outros produtos como: miolo de pão ou roupas velhas e que muitas vezes, causa irritação na pele por não servirem para essa função.
Portanto, a carência de absorventes em postos de saúde e a situação de miséria, em que muitas pessoas vivem, aumenta os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Logo, para que haja um descréscimo nesse índice é necessário que o governo federal, por meio de verbas governamentais, faça distribuições de produtos menstruais nas escolas e hospitais públicos, para que pessoas que não tenham condições de comprá-los possam adquiri-los e assim, ter uma higiene adequada e uma qualidade de vida melhor. Enfim, uma quantidade menor de mulheres sofririam com a escassez desses itens durante seus ciclos menstruais, porque haveria absorventes gratuitos e causaria menos constrangimento para muitas pessoas que não têm condições de adquiri-los.