Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 09/09/2021

O Iluminismo foi um grande movimento intelectual do século XVIII, que visava, entre outros aspectos, a igualdade entre as pessoas de uma sociedade. Nos tempos atuais, ainda se faz presente a desigualdade, que, entre outros âmbitos, se encontra na higiene e saúde pública brasileira. Dessa forma, a pobreza menstrual, caracterizada, principalmente, pelo limitado acesso que as meninas e mulheres pobres têm a absorventes, coletores mentruais, tampões íntimos, entre outros. Tal situação é uma das grandes mazelas sociais atuais. Tal óbice, tem como uma das causas, e uma das consequências, respectivamente, a falta de assistência governamental ao público feminino mais humilde, e o abalo emocional desse público, decorrente do “bullying” sofrido nas escolas.

Em primeira análise, o baixo auxílio do governo ao público feminino em idade menstrual é um problema enorme atualmente. Em negação ao que ocorre, o economista John Keynes, em sua teoria, Keynesianismo, o pensador mostra que o Estado é quem deve promover o que ele chama de “Estado de Bem-Estar Social”, onde a população tem suas necessidade básicas, como a higiene e a saúde menstrual, financiadas pelo governo. Tal teoria, se deveras aplicada,  traria um progresso faraônico para a população mais carente, melhorando a saúde física, emocional e o bem-estar desses cidadãos.

Ademais, os abalos emocionais decorrentes do bullying realizado contra as meninas que necessitam colocar folhas de jornal e papel higiênico para conter o sangramento menstrual , principalmente nas escolas, são, infelizmente, uma realidade no Brasil. De acordo com o filósofo grego Hipócrates, “Um indivíduo saudável é aquele com a saúde física e mental em normalidade.”. Sendo assim, os diversos casos de chacotas e zombarias,nas escolas, contra as meninas em período de sangramento menstrual, levam muitas delas a casos de depressão, ansiedade, crises de pânico, entre outras sequelas emocionais do “bullying”.

Portante, urge que o Estado tome providências para acabar com a pobreza mentrual no Brasil. Para isso, é necessário que o Governo Federal, em parceria com empresas privadas, promovam um programa social que, por meio de doações, sejam fornecidos absorventes e coletores menstruais em escolas públicas e postos de saúde(UBS’s) de todo o país. Tais doações devem ser realizadas por empresas privadas desse segmento (higiene) de maneira mensal, sendo abatido 5% do valor do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) pago por essas empresas, a cada 20.000 unidades de produtos doados. Somente assim, o Brasil se tornará referência mundial em saúde menstrual, e um local seguro emocionamente para as jovens.