Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 03/09/2021
Thomas More, em sua obra “Utopia” relata as condições de uma sociedade perfeita: nela, teriam sido abolidos fatores capazes de gerar desarmonia social. Entretanto, a “Utopia” de More não se pereniza favoravelmente na atualidade, tendo em vista o crescimento de mazelas oriundas dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Para descontruir essa intempérie, é necessário que Estado e corpo social despertem um olhar mais crítico nessa discussão.
Por pressuposição, a postura negligente do Estado no que se refere a atual situação da carência menstrual agrava essa problemática que afeta milhares de pessoas. A esse respeito, o filósofo Aristóteles afirmou na obra Ética a Nicômaco, que é necessário tratar a todos com igualdade para que a justiça seja íntegra. No entanto, pode-se afirmar que quando a arena pública não garante o pleno auxílio aos portadores de útero, principalmente para os mais vulneráveis financeiramente, ao não ofertar itens menstruais gratuitos viola os direitos de saúde pública e higiene. Dessa feita, constata-se a dificuldade do Poder Público em ratificar a harmonia proposta por Aristóteles.
Sob outra frente, o descuido social agrava sobremaneira intempéries relacionadas ao combate à pobreza menstrual. Nesse sentido, Carlos Drummond, no poema “No Meio do Caminho”, toma posse da repetição do verso “No meio do caminho tinha uma pedra”, para denunciar mazelas e encorajar o indivíduo a mitigá-las. Contudo, essa postura drummondiana nem sempre é validada, uma vez que muito indivíduos colaboram para os desafios nesse combate, já que pensamento antiquados, como considerar a condição menstrual como problema exclusivo e pessoas com útero, são intensificados com a falta de informação. Assim, se o cidadão ignorar a carência menstrual, a nação descrita como promissora, como revela a bandeira nacional, estará condenada ao fracasso.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para mitigar as consequências resultantes da luta contra a atual situação da pobreza menstrual brasileira. Cabe ao Governo Federal, órgão relevante nessa temática, garantir o correto auxílio, isso pode ser feito por meio de investimentos em políticas públicas que visem sanar essa intempérie, realizar palestras informativas sobre a menstruação também se mostra um ponto positivo, a fim de garantir que todos experimentem o Estado Democrático. Somado a isso, a sociedade precisa desenvolver uma postura mais crítica e responsável frente à pobreza menstrual, para garantir a manutenção do bem-estar social. Assim, o contexto de positividade revelado por More será alcançado.