Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 06/09/2021

No documentário “Absorvendo o tabu” é retratado como a invenção de uma máquina que produz absorventes biodegradáveis ​​a preços mudou a vida de mulheres que vivem em uma pequena vila indiana, onde como tal não tinha acesso ao produto e por disso conta eram impedidad de viver suas vidas normalmente. Nesse sentido, tal premissa se faz presente no contexto brasileiro vigente, uma vez que a pobreza menstrual é uma questão recorrente. Logo, faz-se necessária medidas a fim de amenizar esse impasse, que dentre as principais causas estão a falta de recursos financeiros e a falta de saneamento básico.

Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a falta de condições monetárias para comprar produtos de higinene está entre as principais causas da miséria menstrual. Nessa óptica, de acordo com o relatório Livre para Menstruar realizado pelo grupo Girl Up associado a ONU uma em cada quatro mulheres não tem recursos para comprar produtos de higiene menstrual. Diante disso, como se veem obrigadas a recorrer a jornais, miolo de pão e pedaços de pano para conter o fluxo e como resultado da precariedade, meninas acabam faltando mais dias na escola durante a menstruação, o que pode prejudicar seu desempenho escolar. Dessa forma, enquanto nada para fazer para mudar, o problema permanecerá constante no Brasil.

Além disso, a carência de saneamento básico é mais um dos fatores que agravam a problemática. Nesse contexto, de acordo com o representante do Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA) Marca Astrid, a ausência de condições sanitárias mínimas para que as mulheres possam gerenciar sua menstruação é uma violação dos direitos humanos e no Brasil, cerca de 900 mil meninas com esse problema. Sob esse viés, a falta de saneamento impede a realização de uma higiene adequada no período menstrual, fazendo com que essas meninas fiquem vulneráveis ​​a proliferação de bactérias e suscetíveis a infecções. Sendo assim, é inaceitável que este problema continue ocorrendo.

Evidencia-se portanto, que a falta de recursos financeiros e a falta de saneamento básico são fatores que contribuem para a pobreza menstrual e que assim, são necessárias mudanças. Para tanto, o governo por meio do Poder Legislativo, deve promover políticas públicas que envolvam a entrega de absorventes, sabonetes e acesso a água nas escolas públicas, para que as meninas possam ter uma higiene adequada. Assim como se faz necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com os municípios do país providencie saneamento básico para toda a população, para que assim todos tenham direito a qualidade de vida. Assim, será possível transformar a vida de milhares de mulheres como no documentário e fornecer as mesmas saúde e bem estar.