Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 10/09/2021
Durante a Idade Média, usava-se a lã como absorvente durante o ciclo menstrual, já que não havia tecnologias para a produção de itens mais confortáveis e higiênicos. Nesse viés, cabe analisar as opções que o mercado diversificou conforme a modernidade e o déficit de atenção às mulheres e homens trans de classes mais baixas, que não têm condições de comprar itens de higiene menstrual mensalmente. Pois ainda não são disponibilizados gratuitamente em bolsas básicas e nem distribuídos em Unidades de Saúde. Dessa maneira, torna-se indispensável reverter tal contexto.
Diante disso, é importante discutir a questão da diversidade de absorventes no comércio e a falta do acesso desses produtos ao público feminino. Sendo assim, de acordo com o relatório Livre para Menstruar, uma em cada quatro mulheres não têm acesso a absorventes no Brasil. Nessa perspectiva, infere-se que há infeficiência do Estado quanto às políticas de saúde, afinal existem produtos diversificados para serem disponibilizados, como o coletor menstrual, o absorvente interno e externo de materiais variados e mesmo assim não são disponibilizados à todos indivíduos. Dessa forma, deve-se instituir medidas para ampliar o acesso de saúde higiênica.
Além disso, é necessário refletir, assim como o filósofo Pierre Bourdieu, ‘‘o indivíduo incorpora estruturas impostas à sua realidade’’, que mediante suas condições sociais e financeiras determina-se sua vida cotidiana. Sob tal ótica,percebe-se que não se deve ignorar as necessidades básicas, principalmente daqueles menos favorecidos economicamente, visto que o direito à saúde é para todos, conforme a Constituição Federal. Vale lembrar também, que a menstruação não é optativa para ter, o que a torna ainda mais necessária de ser debatida. Portanto, é fundamental implementar estratégias.
Vê-se, por fim, os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil e suas necessidades. Para isso, o governo federal, em consonância com o Ministério da Saúde, deve implementar programas, por meio de cadastros virtuais ou em prefeituras, que ofertem kits menstruais que contenham absorventes conforme a necessidade de cada indivíduo a cada ciclo. Com o objetivo de diminuir a pobreza menstrual e criar mais acessibilidade. Assim, será possível ter um país mais desenvolvido.