Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 14/10/2021

Saúde pública para alguns, para outros, um peso financeiro

No Quênia, uma adolescente de 14 anos se suicidou após ir á escola e manchar o uniforme com sangue menstrual durante a aula. Por conta do ocorrido, o professor que estava presente no ocorrido humilhou e expulsou-a da sala de aula. Isso acontece diariamente nas comunidades do Brasil, aquelas garotas que não faltam no período menstrual mesmo sem condições de adquirir um absorvente, acabam por utilizar outros utensílios no canal vaginal, e assim, podendo causar sérias infecções e até o falecimento.

Desse modo, entende-se que, a pobreza menstrual está ligada muito além da higiene, ela tem relação direta com a má distribuição de renda na sociedade, os altos custos na obtenção de produtos de higiene e a saúde mental daquelas que sofrem em seus períodos menstruais. Muitas jovens durante o período escolar acabam precisando faltar nas aulas para que não passem por situações constrangedoras com seu ciclo menstrual. No entanto, o fato afeta diretamente o rendimento dessas moças em seus estudos, e assim, muitas acabam recomendo até mesmo à utilização de folhas, toalhas, papel e outros utensílios dentro do canal vaginal. O grande problema é que com tanta adversidade tendo contato com uma área tão sensível no corpo feminino, possui uma alta chance de infecções e mortes dessa joves.

A discussão sobre saúde pública para mulheres periféricas é pouco discutido no Brasil. Logo que, as pessoas acreditam ser um item simples de higiente, mas para um país no qual 11% da população vive em extrema pobreza (menos de 246 reais por pessoa no mês), de acordo com o G1, a compra de alimentos já é muito dificultada, ou seja, um item de higiene que custa no mínimo R$12,00 é um luxo.

Sendo assim, a discussão sobre a falta de auxilio governamental na vida dessas jovens é de suma importância. Os problemas educacionais vividos por essas adolescentes causam desmotivação escolar, afinal, a falta de acolhimento por parte dos colegas e funcionários é muito presente, Além de que milhares de meninas utilizam outros produtos para conter o vazamento, levando-as á problemas intervaginais desde sua juventude. Com o fito de cessar essa irregularidade  no sistema educacional e levando condições de higiene e saúde para milhares de pessoas, é de obrigação do Ministério da Saúde a imposição de distribuição de itens de higiene para o período menstrual. Para isso, deve de ser encaminhado, parte da arrecadação de impostos para a compra e distribuição desses itens em farmácias e escolas públicas de zonas periféricas do Brasil.