Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 04/09/2021

O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento no combate à pobreza menstrual das mulheres. Esse panorama ainda vigente é atestado decorrente de uma enorme negligência governamental agregada de uma vasta omissão escolar.

Sob esse viés, é cabível enaltecer que de acordo com o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os Direitos Humanos, eliminar as condições de desigualdades e, assim, promover a coesão social. Dessa maneira, descata-se o notório descaso por parte do governo, visto que, um dos principais fatores para o ocasionamento da problemática envolve a falta de saneamento básico  em domicílios suburbanos, banheiros públicos de boa qualidade e o não oferecimento gratuito nas comunidades de utensílios para os cuidados pessoais.

Outro ponto digno de ser ressaltado, é a questão da omissão  escolar, uma vez que, pesquisas feitas pela CNN Brasil apontaram que havia uma gigantesca escassez de produtos essenciais para a salubridade feminina nas escolas, como: Absorventes, sabonetes, água potável, tampões íntimos e coletores menstruais. Nessa perspectiva, com a ausência de determinados elementos e a desinformação sobre a ciência sanitária constata-se o grotesco aumento de doenças sexualmente transmissíveis, transtornos mentais (ansiedade e depressão) providos do envergonhamento público e desigualdades socioeconômicas.

Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal, numa ação conjunta com a Câmara dos Deputados, Ministério da Sáude e da Cidadania invistam em políticas públicas eficáveis para o solucionamento da pobreza menstrual no Brasil por meio da disponibilização de mais verbas e em leis com maior intensidade, visando a disponibilização gratuita de produtos sanitários pessoais e a obrigatoriedade de possuí-los em locais de livre acesso.  Da mesma maneira, cabe às escolas concederem os produtos essencias sanitários para as estudantes como também, a primordialidade das informações acerca da importância da temática para todos os alunos através de palestras, aulas, conversas, cartazes e no apontamento da inevitabilidade da utilização destes, tencionando a diminuição dos índices de doenças, transtornos e desigualdades. Sendo assim, os ideais de Thomas Hobbes relativo ao Estado seriam preservados e a adaptação feita na Bandeira Nacional Brasileira em 1889, estaria sendo cumprida.