Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 05/09/2021

De acordo com o sociólogo T.H. Marshall, os direitos civis, sociais e políticos compõem a sociedade hodierna. Todavia, no Brasil, os desafios no combate à pobreza menstrual vêm sendo trivializados - o que rompe com tal premissa - categorizando um obstáculo que demanda ser encarado com mais seriedade pela sociedade. Por esse ângulo, admite averiguar a negligência governamental e a insipiência social como os principais responsáveis por essa problemática.

Nesse âmbito, é incontestável que a displicência do governo está entre as origens do problema. Ademais, Aristóteles afirma que a política existe para certificar o conforto dos cidadãos. Porém, ao lidar com as adversidades no combate à carência menstrual, percebe-se uma incoerência com o atual contexto brasileiro, dado que o governo não viabiliza a distribuição de produtos de higiene menstrual para sujeitos em situações precárias. Assim, pessoas em situação de rua, baixa renda e presas utilizam alternativas não convencionais durante o ciclo, o que sucede maior exposição a infecções urogenitais, alergias e irritações na pele.

Além disso, é considerável destacar a falta de consciência dos brasileiros como causa adicional do impasse. Segundo Sócrates, as falhas são resultantes da ignorância humana, logo, é pertinente apontar que não há incentivos satisfatórios para debater a temática ao público jovem nas escolas, dessa forma, crescem desinformados e, como resultado, não resistem a tal revés. Destarte, é necessário que esse quadro seja consumado.

Perante tais argumentos, é necessário que atitudes sejam tomadas para reverter a precariedade menstrual. Portanto, como órgão garantidor de direitos dos indivíduos, o estado, tem de, mediante verbas públicas, propiciar iniciativas de distribuição de produtos de higiene menstrual como absorventes e coletores menstruais em postos de saúde, escolas e presídios, a fim de promover o bem-estar das pessoas que menstruam. Outrossim, escolas devem elaborar propostas socioeducativas que abordem a menstruação e a pobreza menstrual, para que o aluno expanda sua criticidade em relação ao tema e lute pela resolução dos problemas sociais. À vista disso, crê-se em um país em que os direitos supostos por Marshall são considerados.