Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 05/09/2021

De acordo com a Constituição Federal, é dever do Estado disponibilizar o acesso a uma saúde igualitária a todos os cidadãos. No entanto, quando atrelado a ocorrência da pobreza menstrual no Brasil, nota-se uma “falha” na garantia constitucional, pois há desafios a serem combatidos. Esses entraves estão diretamente ligados não só ao descaso estatal, mas também a existência do “tabu” social para com a problemática.

Sob esse viés, vale ressaltar a inobservância do Estado sobre a pobreza menstrual. Para analisar essa conjuntura, o sociólogo Émile Durkheim discute a respeito da sociedade ser um organismo vivo e para que haja um bom funcionamento, todos os órgãos civis devem está em constante harmonia. Nesse sentido, o Estado ao ignorar à pobreza mesntrual enfrentada por boa parte da população feminina, acabo por menosprezar o assunto e atenuar as desigualdades. Dessa forma, uma sociedade harmônica e em bom funcionamento, como destacado pelo pensamento de Durkheim, é inviável, uma vez que o descaso estatal ao não disponibilizar um amparo a parcela populacional menos favorecida, por exemplo, as mulheres que vivem em situação de rua, ocasiona, assim, sua inferiorização e esquecimento.

Ademais, o desamparo governamental implica diretamente na proliferação do “tabu” na sociedade acerca da menstruação. Posto isso, a obra “Banalidade do mal”, da filósofa Hannah Arendt, discorre que o pior mal é aquele visto como algo corriqueiro e cotidiano. Diante disso, quando menos se debate sobre a pobreza menstrual no corpo social, maior é a probabilidade da temática torna-se um “tabu”, de modo que os estereótipos atribuídos sejam mais frequentes, a exemplo, taxado como algo “nojento”, e que por sua vez esse pensamento passa a ser banalizado e disseminado, reduzindo a atenção ao assunto.

Portanto, é necessária a criação de medidas para combater os desafios da pobreza menstrual no Brasil. Logo, o Governo, responsável pela garantia constitucional, deve disponibilizar centro distribuição de absorventes a pessoas carentes economicamente, mediante a parecerias com empresas de produtos de higiene. Isso terá o intuito de minimizar as desigualdades sociais acerca do serviço público de saúde. Assim como, o Ministério da Saúde deve promover palestras educacionais nas escolas, bara barrar o crescente “tabu” social sobre a menstruação feminina.