Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/09/2021
A pandemia do novo coronavírus foi responsável não só por ceifar a vida de centenas de milhares de brasileiros, mas também por expor os problemas socioeconômicos da nação tupiniquin. Com base nisso, vários assuntos tornaram-se pauta de discussão por analistas e pesquisadores, que debateram, entre outros fatores, os desafios impostos pela pobreza menstrual no país. Tal tema ganhou amplo destaque nacional, sendo, inclusive, tema de uma matéria exibida pelo Fantástico. Dessa forma, tal repercussão trouxe à tona a dificuldade de se combater tal situação, já que , a mesma, é decorrente de uma péssima política econômica nacional e corrobora, consequentemente, para o surgimento de novos desafios sociais.
Em primeiro lugar, o impasse tem sua origem na má distribuição de renda. Nesse contexto, de acordo com o filósofo Karl Marx, trabalho é a atividade na qual o ser humano emprega suas forças para adquirir meios para o seu sustento. Entretanto, como na sociedade contemporânea a obtenção de um emprego está associada ao nível de instrução educacional (possuir ou não graduação) e não mais na força de vontade e dedicação, o indivíduo que não o conquistou -graduação- encontra, na maioria das vezes, dificuldade em adquirir o sustento edealizado por Marx. Assim sabendo-se que a sociedade é regida pela meritocracia, a população acha justo conferir um maior salário para aquele que se formou em um nível superior, em detrimento àquele que, “simplesmente”, concluiu o ensino médio. Com isso, evidencia-se, na atualidade, uma intensa segregação social, já que aqueles que possuem um diploma terão um sustento e, por consequência, pagarão por uma boa educação para seus filhos; enquanto os que não o obtveram não terão a mesma condição, resultando em um nefasto cíclo social, que será postergado, e acarretará na concentração monetária visível no país.
Por conseguinte, há um aumento na taxa de evasão escolar. Nesse semtido, e sabendo que a menstruação dura, em média, 5 dias, a adolescente perderá, mensalmente, uma semana de aula, já que, como supacitaado, a concentração do dinheiro faz com que o restante da população -cerca de 104 milhões- viva em condições financeiras precárias-menos de 500 reais por mês, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Pnad Contínuo, em 2019, em parceria com IBGE -. Logo, a adesão de uma embalagem de absorvente interfere, diretemente, nas despezas da família, e faz com que a infante permaneça em casa durante esse período. Assim, por perder muita aula no decorrer do ano, sente-se desmotivada e opta por tal ação -abandonar a escola-.
Portanto, visto que agênese do problema está na não heterogeneidade monetária, urge que o governo conscientize a populaçã, por meio de uma lei, com a finalidade de atenuar os problemas