Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 06/09/2021
O Brasil, já há muito tempo, passa por um problema de precariedade por parte de certas partes da população. Nem todas as pessoas possuem um bom poder aquisitivo e por conseguinte ficam favoráveis à muitos fatores negativos para a sua saúde. Pouco se fala sobre a pobreza mentrual no nosso país, um tema que deveria ser abordado muito mais em todos os lugares, uma vez que é um problema que as mulheres e meninas com um menor poder aquisitivo enfrentam todos os meses.
A menstruação é algo natural e involuntário. Muitas mulheres que não possuem saneamento básico e nem condições financeiras de comprar absorventes descartáveis ou de tecidos reutilizáveis, coletores menstruais, calcinhas mentruais, papéis higiênicos e sabonetes, acabam por optar por pedaços de pano, folhas de árvores, miolos de pão e até mesmo jornais. A situação da pobreza menstrual chegou ao Senado através de manifestos femininos, com isso surgiram sugestões pela Casa, que propuseram a distribuição gratuita de absorventes para quem não tem condição de comprá-los, coincidindo com a Recomendação 21 de 2020, aprovada em dezembro pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos.
Um ciclo mentrual possue um gasto de cerca de 30 reais, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) disse que 13% da população vive com menos de 246 reais por mês e afirmou: “Quando você não tem dinheiro nem para comprar comida, itens de higiene como absorventes são itens de luxo…”. Dados disponíveis em www.cnnbrasil.com.br mostram que 900 mil meninas não têm acesso a água canalizada em seus domicílios e 6,5 milhões vivem em casas sem ligações à rede de esgoto.
Assim como o SUS ( Sistema Público de Saúde) distribue preservativos, deveria-se também distribuir absorventes para as mulheres que precisam. Deve-se: promover iniciativas de arrecadação de produtos de higiene menstrual e sua distribuição; falar abertamente sobre a menstruação com os meninos e meninas e instruí-las sobre como devem se cuidar; demandar de políticos políticas públicas que apresentem a realidade das mulheres.