Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 06/09/2021

“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Esta frase de Oscar Wilde representa, de forma atemporal, a questão do combate à pobreza menstrual no Brasil. Assim, são necessários caminhos para a desconstrução do cenário atual, tendo em vista a diversidade étnica e cultural da sociedade.

Primordialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê, como garantia fundamental, a saúde e o bem-estar da nação. Esses direitos não são exercidos na prática, visto a frequência em que mulheres são privadas do acesso a absorventes e coletores menstruais no Brasil.

Conforme a CNN Brasil, 4 milhões de meninas são carentes de acesso a itens como sabonetes e absorventes nas escolas, enquanto 713 mil não possuem banheiro ou chuveiro em suas residências. Visto isso, é perceptivel que a parcela pobre da população é incapaz de obter esses produtos de higiene pessoal que, por sua vez, são excessivamente caros e de difícil obtenção.

Tendo em vista o exposto, percebe-se a real necessidade de intervenção por parte do Estado, afim de solucionar a questão discutida. Logo, o Ministério da Saúde deve estabelecer a distribuição de forma gratuita de absorventes e coletores menstruais em postos de saúde, banheiros públicos e escolas, de modo a viabilizar o acesso da higiene pessoal para mulheres, dessa forma auxiliando-as e atenuando a pobreza menstrual em nosso país. Aplicar a solução para este tema é o primeiro passo para o progresso da humanidade, como Oscar Wilde prevê.