Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/09/2021
Segundo o filósofo Thomas Hobbes, ‘‘É dever do Estado garantir o bem-estar de todos os indivíduos em sociedade’’.Contudo, percebe-se a negligência Governamental perante assuntos relevantes, como a pobreza menstrual. Sabe-se, que a falta de auxilio público agrava a problemática; além disso, a menstruação tornou-se um tabu na comunidade por conta da falta de informação.
Primeiramente, é irrefutável dizer que para aqueles que vivem em situação de extrema pobreza, a mesntruação é tida como um grande problema. De acordo com um Artigo publicado pela Senadora Zenaide Maia; estima-se que 13% da população tenha uma renda média de até 240 reais por mês. Nesse contexto, a falta de auxilio do Poder Público, contribui para o agravamento dos casos de pobreza menstrual, tendo em vista que alguns indivíduos não tem dinheiro nem mesmo para comprar alimentos.
Em segundo instante, a menstruação é algo natural que deve ser discutido. Todavia, tratar esse assunto nas escolas ainda é motivo de discussão, a carência deste diálogo dificulta a criação de ações para conter a questão da pobreza menstrual, pois uma das alternativas para ajudar a encerrar a mazela seria a distribuição de absorventes nas escolas. Assim, o Estado tem falhado com o conceito de Hobbes por não prestar auxilio aos menos afortunados e abordar o assunto de forma errônia.
Desse modo, urge que medidas sejam apliacadas para atenuar a problemática. Portanto, o Ministério da Saúde deverá criar um departamento no SUS (Sistema Único de Saúde) para a distribuição de absorventes, tampões e coletores menstruais em todos os hospitais públicos. Além disso, o Ministério da Educação contratar profissionais para fazer palestras anuais sobre o ciclo menstrual e distribuir absorventes para todas as meninas; dessa maneira a mazela da pobreza menstrual será amenizada.