Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 06/09/2021

A visão de vida idealizada por Anne Frank, ao escrever seu diário em Amsterdã, em outras palavras, um mundo onde ninguém precisasse esperar um único momento para melhorá-lo. Porém, o que se observa é uma realidade obedece à necessidade pela idealista, uma vez que o combate à pobreza menstrual no Brasil é um desafio a ser enfrentado na contemporaneidade. Dessa maneira, esse impasse se deve tanto à negligência do Estado como também à falta de informações.

Nessa perspectiva, vale reconhecer como esse panorama supracitado deriva da ineficiência governamental, no que se refere à criação de operações que coíbam tais recorrências. Acerca disso, é pertinente trazer uma ideia do pensador Tomas Hobbes: “O Estado deve garantir o bem-estar da população”. Não há como negativo, portanto, que esse direito é violado, visto que cerca de 65% da população têm pelo menos um de seus direitos negados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentre eles o direito a itens básicos para higiene pessoal de meninas e mulheres. Diante disso, é inaceitável que o Estado não seja capaz de cumprir com seus deveres e com isso garantir o bem-estar da sociedade.

Ademais, a falta de informações pode ser apontada como um agravante do problema. Nessa lógica, o filósofo Michael Foucault destaca a função normalizadora e disciplicanar dos microspoderes, como a mídia, na sociedade. Nesse sentido, essa istituição, bem como alguns de seus usuários, impõe aos usuários um recebimento ao falar sobre a questão da menstruação, prova disso é a novela Chiquititas, em que uma das protagonistas menstrua e seus amigos acham que ela está com uma doença grave por falta de informações sobre o assunto. Desse modo, é inadmissível que medidas não sejam feitas para sanar com a normalização do tabu em relação a menstruação.

Diante dos fatos conhecidos, para combater os desafios citados, o Estado deve incentivar como escolas um debatedor com os alunos, de forma clara e objetiva, sobre a menstruação bem como falar sobre o aumento dos hormônios e a instabilidade emocional, em alguns casos, nesse período . Para isso, as escolas devem fazer essas ações por meio de trabalhos, conversas e palestras com especialistas na área de saúde e psicologia. Além disso, o Estado deve fazer parcerias com empresas privadas, isentando-as de altas taxas de impostos, para disponibilizar materiais de higiene pessoal nas escolas e comunidade. Espera-se, com isso, que a pobreza menstrual seja minimizada e assim dar se um passo em direção ao cenário idealizado por Anne Frank.