Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 08/09/2021

Segundo o artigo 1º da Declaração dos Direitos Humanos, todos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Entretanto, essa não é uma realidade brasileira, visto que, infelizmente, ainda há uma grande parcela da população que enfrenta a pobreza menstrual tanto pela desigualdade social, como também pela falta de interesse político em resolver tal assunto. Desse modo, debater e solucionar esse problema é importante para o crescimento do Brasil.

Em primeiro lugar, o Brasil vive em um sistema capitalista, em que certamente há desigualdade social, pois, segundo Rousseau, onde tem propriedade privada, tem desigualdade social. Logo, isso se torna um fator contribuinte para a pobreza menstrual, porque ao mesmo tempo em que há pessoas possibilitadas de comprar absorventes, há muitas outras sem condições financeiras para isso. Dessa forma, combater as diferenças econômicas sociais é importante para resolver essa problemática.

Ademais, a Constituição de 1988 vigente no Brasil garante o acesso à saúde para todos os cidadãos, porém ela se torna contraditória ao não garantir absorventes gratuitos para quem necessita, visto que a menstruação está relacionada à saúde feminina. Por isso, é necessário que o governo se interesse mais em melhorar as normas existentes, assim, a sociedade melhorará também.

Portanto, fica claro que o Governo Federal, responsável por garantir o bem estar social, deve distribuir absorventes menstruais gratuitos para a população de baixa renda, por meio de mais verbas direcionadas à isso. Assim, espera-se que a sociedade brasileira resolva os problemas relacionados à pobreza menstrual  e evolua cada vez mais.