Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 16/09/2021
De acordo com o sociólogo Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, pois em pleno século XXI as mulheres ainda estão em desvantagem até quando o assunto é a natureza do seu corpo. Sabe-se que, há um grande desafio no combate à pobreza menstrual no pais. Por isso, é preciso analisar o âmbito histórico social e, por fim, solucionar o problema.
Em primeiro plano, é válido ressaltar como nos últimos anos as mulheres foram conquistando seu espaço na sociedade atravás do feminismo - um conjunto de movimentos políticos, sociais, ideológicos que têm como objetivo comum: direitos iguais. - No entanto, apesar dos avanços significartivos, as mulheres ainda enfrentam muitos desafios, incluido os biológicos, para tentar se manter em igualdade de oportunidade quando comparado aos homens e terem seus direitos igualmente assegurados. De acordo com a biologia, a menstruação é a descamação das paredes internas do útero quando não ocorre a fecundação e assim, ocorre um sangramento, esse processo que faz parte do ciclo reprodutivo da mulher acontece todo mês e costuma durar no mínimo 4 dias, e gera, além do desconforto, um gasto financeiro que nem todas as mulheres tem condições de arcar. Assim, muitas dessas mulheres acabam deixando suas atividades de lado durante esse periodo do mês.
Nesse mesmo cenário, o documentário produzido pela Netflix, Absorvendo o Tabu, mostra a realidade de diversas mulheres que vivem na Indía rural e sofrem com a falta de absorventes para estancar o sangramento proveniente da menstruação. Por conta disso, muitas meninas acabam deixando as escolas por vergonha da situaçao que vivem. Assim também, é a realidade de diversas mulheres no Brasil, que vivem com esse mesmo dilema e sofrem conseqências que podem se prolongar por toda a vida devido essa precariedade que não deveria mais fazer parte da realidade mundial. Ainda que essa produção mostre a superação de mulheres que se unem para produzirem absorventes de baixo custo e caminham para uma independência financeira, essa não é a realidade de todas as mulheres. Por isso, enquanto esse assunto configurar um estigma, esse dilema persistirá como uma realidade brasileira.
Dessa forma, medidas são necessárias para solucionar o impassse. Por certo, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministerio da Saúde e do Ministério da Educação, fornecer absorventes nos postos de sáude e também nas escolas a fim de minimizar o dilema e atingir o maior número de mulheres possível. Por certo, com medidas a curto e a longo prazo, essa situação deixará de ser um impasse e não prejudicará mais o futuro das mulheres e garantirá o direito de oportunidade que todas merecem.