Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/09/2021
Consoante a Contituição de 1988, o acesso a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Nesse viés, embora o Sistema Único de Saúde (SUS), disponha de atendimento médico de várias especialidades, ainda é um atraso a escassez de planejamentos que combatem à pobreza menstrual no Brasil. Diante disso, deve-se analisar a falta de políticas públicas em defesa das necessidades pessoias da mulher e do indivíduo que possui útero e a ausência de ONGS em prol do debate e união feminina, no sentido de sanar a cultura de tabu menstrual presente na cidadania.
Primeiramente, a falta de políticas públicas em defesa das necessidades pessoias da mulher e do indivíduo que possui útero é um problema. Isso decorre da falta de apoio governamental em assegurar as necessidades básicas de higiene menstrual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), como ocorre na distribuição gratuita dos preservativos. Em análise com o site G1, mulheres negras têm maiores dificuldades de obterem quites de higienes, visto que essa parcela social mora em áreas periféricas e ganham menos que um salário mínimo. Diante desse dado, nota-se que a desigualdade racial e econômica é determinante nas condições do bem estar do indivíduo comum. Por isso, é fundamental o apoio de governantes na aprovação de cuidados menstruais nos centros de atendimentos públicos de saúde.
Em segundo lugar, a ausência de ONGS em prol do debate, no sentido de sanar a cultura de tabu menstrual presente na cidadania também é uma problemática. Isso porque, é muito comum os pais terem dificuldades de retratarem com os filhos assuntos sobre sexualidade e menstruação, visto que essa temática, desde a Idade Média, era retratada pela igreja como sinônimo de pecado. Nesse parâmetro, além da condição econômica que impede a compra de absorventes e coletores menstruais, a falta de debates, para desconstruir esse preconceito, impede que muitas mulheres peçam ajuda a conhecidos e instituições de saúde ao acesso a esses produtos. Logo, é fundamental a criação de centros de distribuições de utensílios de higiene pessoais às mulheres e homens trans, sem fins lucrativos, e também, a existência de diálogos para sanar a pobreza menstrual no país.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Portanto, o Governo Federal adjunto com o Congresso Nacional, deve criar uma lei que determine a distribuição gratuita de absorventes para os indíviduos que possuem útero, sobretudo ao grupo da periferia, baixa renda e em situação de rua, por meio da arrecadação de impostos. Ademais, é preciso que ONGS criem um cenário de debate, com a participação de médicos para sanar o tabu menstrual, a fim de assegurar esse grupo ao acesso a esses itens básicos.