Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 07/09/2021

Para o sociólogo francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, saber quais são suas origens e as condições das quais depende. Portanto, associando esse pensamento aos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, é indispensável refletir sobre os causadores desses impasses, como a falta de políticas públicas para amenizar o panorama e a desinformação da sociedade relacionada à menstruação. Então, diante dos aspectos citados, faz-se necessária a discussão a fim de promover as ações transformadoras.

A princípio, é fundamental destacar que, além dos outros fatores, a pobreza menstrual deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tal cenário. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Contudo, isso não ocorre totalmente na realidade, visto que a situação caótica na vida de muitas jovens e adolescentes perpetua-se, gerando diversos problemas para elas, tais como: a falta de acesso ao meio básico de higiene no período menstrual, a busca de outros artifícios para impedir o vazamento do sangue, a vergonha de frequentar outros ambientes além dos seus lares, dentre outras consequências. Desse modo, faz-se mister a ação responsável estatal de forma urgente.

Ademais, é válido mencionar outro fator que contribui para a permanência do tabu relacionado ao período desgastante para as mulheres todos os meses, a desinformação. Dessa forma, essa falta de conhecimento afeta muitas relações sociais e também impede a solidariedade dos indivíduos. Logo, observa-se a importância de educar as crianças nas escolas corretamente para que cresçam com empatia e respeito. Entretanto, as escolas não aprofundam o conteúdo. De acordo com a bióloga Mariana Araguaia, a compreensão dos alunos já no ensino fundamental é muito importante, uma vez que os professores podem mostrar os objetos utilizados pelas mulheres no período exposto, desenvolvendo a naturalidade da temática e a solidariedade dos alunos e futuros cidadãos.

Assim, medidas são necessárias para a resolução dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Primeiramente, é preciso que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, seja convertido na compra de milhares de absorventes. Dessa maneira, os utensílios devem ser distribuídos em instituições públicas, como as Unidades de Saúde da Família, as escolas, os presídios, etc. Outrossim, o Ministério da Educação deverá criar um programa virtual para os professores aprenderem a maneira de abordar a temática na sala de aula, a conferência pela internet contará com pedagogos que ensinarão a abordagem correta. Assim sendo, com as ações transformadoras, será possível quebrar o tabu e proporcionar a higiene para as mulheres no país.