Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 08/09/2021
O documentário “Absorvendo o tabu” apresenta a dificuldade que as mulheres indianas, em sua maioria de classe baixa, enfrentam em relação ao acesso a itens para o período menstrual. De modo semelhante, os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil são perceptíveis e estão diretamente relacionados a população mais pobre. Nesse sentido, a escassez de atenção por parte do governo federal e o estigma a respeito do assunto são fatores agravantes na problemática.
Diante dessa perspectiva, urge salientar, em primeiro lugar, que a camada social baixa é a mais afetada , e esse índice aumenta em conformidade com o crescimento da negligência governamental. De acordo com o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger os seus ‘filhos’ de modo que proporcione o necessário para o bem-estar dos cidadãos. No entanto, é visível que, no cenário atual, órgãos federais foram na contramão da afirmação feita pelo filósofo e, consequentemente, o caso de pessoas do sexo feminino em situação de pobreza menstrual se intensificou.
Ademais, o estigma associado a esse assunto colabora para o agravamento do desafio no combate. Em contribuição, a falta de debates, principalmente em ambientes escolares, agrega na carência de conhecimento e conscientização a respeito da situação e, por conseguinte, na dificuldade em acessar itens básicos de higiene para o período menstrual. Segundo o pedagogo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda e por isso se deve investir na aprendizagem coletiva. Seguindo essa linha de raciocínio, incentivar debates em instituições educacionais sobre a importância do acesso a itens básicos de higiene auxilia na luta contra a pobreza menstrual.
Em virtude dos argumentos apresentado, é notório a existência de desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Em vista disso, é necessário que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, aumente o investimento em políticas nacionais de distribuição gratuita de itens de higiene para mulheres da classe mais pobre a fim de evitar o aumento no índice de pessoas nessa situação. Além disso, o mesmo órgão mencionado deve promover aulas, projetos e campanhas em instituições escolares, através do Ministério da Educação, com a finalidade de conscientizar sobre a necessidade de auxiliar a classe baixa a combater esse desafio. Dessa forma, realidades apresentadas no documentário anteriormente citado serão significativamente evitadas.