Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 10/09/2021

O famoso documentário da Netflix “Absorvendo o Tabu”, retrata a narrativa vivenciada por jovens indianas acerca de como a menstruação é vista pela sociedade. Assim é denotado o quanto isso é prejudicial para essas mulheres.  Paralelamente, no Brasil contemporâneo, os desafios do combate à pobreza menstrual é uma problemática em evidência - que está associado não só à negligência do Estado, mas também ao estigma relacionado à menstruação.

Nesse sentido, um dos fatores determinantes para a persistência do problema é a ineficácia do governo. Desse modo, o Estado mostra ser ineficaz em oferecer adequadamente o acesso a produtos como absorventes e coletores menstruais para mulheres. Isso é inaceitável para que haja uma democratização para suprir as suas necessidades. Sob esse viés, a ideia defendida pelo filósofo Aristóteles diz que o Estado tem a função de preservar os mesmos direitos dentro de uma sociedade. Contudo, infelizmente, não é isso que ocorre por meio do governo.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é como a menstruação é vista de forma preconceituosa por parte da comunidade. Com isso, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde e Família, só 58% das mulheres usam absorventes internos, o restante delas acam por usar alternativas como panos e folhas. Dessa forma, colabora para a desigualdade social, visto que os absorventes acabam se tornando um item de luxo para essas mulheres em estado de vulnerabilidade. Em suma, é inadimissível que essa antipatia continue ocorrendo, podendo gerar consequências à saúde mental.

Portando, a fim de garantir que as medidas sejam tomadas, cabe ao Estado, em parceria às emissoras de TV, por meio de comerciais, apresentar a realidade vivida por essas mulheres. Assim sendo, irá melhorar o bem-estar e evitar semelhanças ao documentário “Absorvendo o Tabu”.