Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 09/09/2021
Dados da CNN mostram que, das meninas frequentadoras de escolas, mais de 4 milhões não possuem acesso a itens básicos para higiene da menstruação. Tal fato evidencia a pobreza menstrual presente na sociedade brasileira, Dessa forma, observa-se que o problema reflete um cenário desafiador, seja em virtude da falta de conhecimento por parte da população, seja pela ausência de políticas públicas.
Em primeiro lugar, é preciso atentar para a inexistência de conhecimento de grande parte dos brasileiros em relação à problemática. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Dessa forma, se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a situação de milhares de meninas e mulheres as quais não têm acesso à higiene menstrual, sua visão será limitada, o que dificuldade a erradicação do problema.
Outrossim, a falta de políticas públicas também é um grande desafio no combate à pobreza menstrual. Conforme à Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Contrariamente, no Brasil, a pobreza menstrual é considerada um problema de saúde pública e não encontra o respaldo político necessário para ser solucionada, o que dificuldade a resolução do problema.
Logo, é necessário que a mídia, como o principal meio de informação da atualidade, divulgue tal situação. Além disso, as famílias, em parceria com a liderança dos bairros devem exigir do poder público o cumprimento do direito constitucional de saúde de qualidade, a partir da disponibilização de absorventes gratuitos em postos de saúde. Essa exigência deve se dar por meio dos ofícios e cartas de reclamação coletivos, com uma descrição de relatos de pessoas da comunidade que lutam com esse problema, a serem entregues nas prefeituras para que os princípios constitucionais sejam cumpridos. Dessa maneira, é possível que o problema da pobreza menstrual permaneça no passado brasileiro.