Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 09/09/2021
A pobreza menstrual pode ser entendida como a submissão da mulher a condições precárias de higiene, falta de acesso a itens básicos, como absorventes, e falta de informação e apoio durante o ciclo menstrual. No Brasil, inúmeras meninas e mulheres infelizmente encontram-se em situação de vulnerabilidade menstrual, o que configura-se como uma grande mancha na sociedade. Assim, devem ser analisadas as causas, consequências e possíveis soluções para a superação dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil.
Nesse sentido, cabe destacar que esse problema no Brasil tem como principais causas a pobreza e a desinformação. De acordo com o Ministério da Cidadania, cerca de 13% da população brasileira encontra-se em situação de pobreza. Dessa forma, milhares de mulheres no país nem sequer têm condições financeiras de comprarem absorventes. Além disso, por ser considerada um tabu na sociedade, a menstruação é pouco discutida no Brasil. Isso contribui para a manutenção da desinformação e, consequentemente, da pobreza menstrual no país.
Dessa forma, a saúde, bem como a educação feminina brasileira fica comprometida no Brasil. Sem condições de comprar absorventes, muitas mulheres utilizam outros materiais, como pedaços de pano, para segurar seu fluxo. Isso, além de atentar contra a dignidade feminina, contribui também para o desenvolvimento de doenças e de infertilidade. De mesmo modo, a pobreza menstrual força milhares de estudantes a faltarem à escola nos dias em que estão menstruadas, o que representa um sério problema para a educação feminina brasileira.
Portanto, percebe-se que a pobreza menstrual é um sério problema com grandes consequências no Brasil, e que ela tem como origem a pobreza e a desinformação. Logo, cabe ao Ministério da Saúde combater a pobreza menstrual no Brasil por meio da distribuição gratuita de absorventes e kits de higiene em escolas e postos de saúde, além de promover, por meio de palestras educativas nas instituições de ensino e meios de comunicação, o debate na sociedade sobre a menstruação e a pobreza menstrual, de modo a combater a desinformação, que é outra motivadora desse importante problema na sociedade brasileira.