Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 09/09/2021

Durante o século XIX , nos Estados Unidos, surgiram os primeiros esboços de absorventes, partindo desse período o primórdio do mercado focado na higiene menstrual. No entanto, voltada a realidade para o Brasil do século XXI, a desigualdade social e a pobreza extrema afetam a vida de milhões de brasileiros quando se trata da menstruação. Desse modo, há a necessidade de medidas públicas que visem sanar este problema acerca da pobreza menstrual.

Em primeira análise, de acordo com o estudo sobre a Pobreza Menstrual feito pelo Fundo das Nações Unidas para a infância (UNICEF) e pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), no Brasil, mais de 4 milhões de estudantes frequentam colégios com estrutura deficiente de higiene. Além disso, de acordo com o mesmo relatório, 713 mil meninas não possuem acesso a nenhum tipo de banheiro em suas casas, revelando o risco iminente à saúde das pessoas que possuem útero de contraírem doenças pela falta de saneamento básico.

Ademais, com a crise instaurada no país devido a pandemia de Covid-19, a pobreza cresceu constantemente e as condições de adolescentes e pessoas adultas adquirirem produtos de higiene menstrual só diminuiu. Tendo isso em vista, as medidas de cunho político-sociais devem ter como pauta essa problemática que afeta a vida escolar, social e profissional de milhões de meninas, mulheres e homens trans todos os dias, a fim de minimizar os impactos sobre a saúde publica e desses cidadãos.

Torna-se evidente, portanto, a indispensabilidade de que os municípios, juntamente à suas secretárias de saúde e Ministério da Saúde criem uma medida de disponibilização de absorventes, tampões menstruais e coletores menstruais em todas as unidades de ensino e postos de saúde gratuitamente. Tendo como objetivo, a minimização dos problemas sanitários que afetam a vida todas as pessoas que possuem útero, além de palestras de cunho educacional sobre a importância desse cuidado higiênico,  diminuindo a estrutura deficiente vista nas casas e escolas.