Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 10/09/2021

A desmistificação da menstruação ainda está em passos lentos no Brasil.

Sob uma perspectiva machista, a sociedade tenta ignorar o que ocorre todos os meses com milhões de pessoas. Dispositivos que, visam trazer um pouco de conforto durante o processo, são algo inviável para muitas pessoas que necessitam de ajuda financeira do governo para sobreviver em meio à pobreza.

Faz necessário lembrar que, a sociedade não está preparada para discutir sobre algo tão íntimo, mas que milhões de mulheres, transsexuais e meninas passam todos os meses, muitas vezes “em segredo”. Como em alguns países, onde a menstruação é considerada uma enfermidade ou algo que causa azar. No Brasil, crenças relacionadas a isso ainda ocorrem em algumas famílias. Assim, são refletidos no comportamento de jovens e não alterados durante a formação escolar onde muitos não tem a oportunidade de conhecer o organismo feminino e mais tarde já como adultos normalizá-lo.

Consequentemente, como algo não discutido, as pessoas que não tem dinheiro ou vivem na rua, são esquecidos pela sociedade. Então, problemas sanitários tem ocorrido muito com pessoas que usam tampões improvisados com papel, tecidos e até areia, graças às desigualdades socioeconômicas no país que afetam milhões de brasileiros, que não têm acesso inclusive a uma simples fonte de água corrente. Portanto, o acesso a absorvente é algo elitizado no Brasil, restrito apenas a alguns, havendo a carência por parte de muitos principalmente após a enorme crise do COVID-19 que vem fazendo muitos perderem o emprego e não tendo acesso a higiene, algo digno a todos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve, por meio da verba destinada a pasta, implantar uma campanha nacional fixa de distribuição de dispositivos absorventes e coletores menstruais ecológicos e reutilizáveis em centros de saúde, a fim de proporcionar higiene e conforto para todos os quê precisem.