Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 10/09/2021
Thomas More, em 1516 publicou a obra literária Utopia, para apontar uma sociedade ideal, ou seja, sem nenhum defeito. No entanto, a realidade é divergente, visto que a pobreza menstrual é um grande desafio que precisa ser superado na sociedade. Esse cenário preocupante, é resultado inegável de causas políticas e sociais que negligenciam esse tema. Desse modo, entre os fatores que aprofundam essa problemática, destaca-se a vulnerabilidade econômica juntamente a ausência de incentivos públicos e privados.
Primeiramente, vale ressaltar que muitas mulheres vivem em situação de vulnerabilidade econômica e social, sendo assim um obstáculo iminente no combate a indignidade menstrual. Isso ocorre porque, devido à dificuldade financeira, muitas meninas não têm acesso a absorventes ou até o saneamento básico, contribuindo para o uso indevido de objetos ou tecidos na intenção de parar o sangramento. Essa ideia, no entanto, é antagônica a Organização das Nações Unidas (ONU), que reconheceu o direito a saúde menstrual uma questão de saúde pública. Com efeito, a falta de ações dificulta a reversibilidade do cenário.
Outrossim, a ausência de incentivos é mais uma dificuldade a ser rompida, já que muitas pessoas não possuem a consciência ou conhecimento do quanto a pobreza menstrual é realidade no Brasil. Obviamente, isso acontece porque não existem tantos debates no meio social, dos quais discutam e esclareçam a importância do assunto. Contudo, essa concepção é análoga a pesquisa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em que destaca que quase 30% das garotas não têm acesso a produtos de higiene adequados, colaborando cada vez mais para problemas de saúde e infecções.
Em conclusão, torna-se imprescindível, portanto, a tomada de atitudes que mitiguem os efeitos do problema. Para isso, é papel do Governo Federal investir em incentivos através do Ministério da Saúde para oferecer acesso básico a higiene, retirando meninas da situação de precariedade menstrual, além da criação de políticas públicas voltada para a saúde feminina, com acesso gratuito as consultas ginecológicas e absorventes, no intuito de cessar todos os obstáculos e garantir uma saúde de qualidade.